Em 24 horas, cinco pessoas morreram baleadas na capital baiana

por Carlos Britto // 22 de fevereiro de 2009 às 18:45

Nas últimas 24 horas, a Central de Telecomunicações das Polícias Civil e Militar (Centel) registrou cinco veículos furtados, seis carros roubados, cinco homicídios, todos por arma de fogo e fora do circuito do carnaval.
Os assassinatos ocorreram em Boa Vista de São Caetano, Federação, Nazaré, Sussuarana e Estrada Velha do Aeroporto. Em Boa Vista, Federação, Nazare e Sussuarana as vítimas ainda não foram identificadas pela polícia.
No bairro de Nazaré, Ana Paula Barbosa, 31 anos, funcionária da Casa de Acolhimento Nossa Senhora de Nazaré vinculada ao Hospital Santa Isabel, foi assassinada ao sair do trabalho por volta das 9h deste sábado (21) na Ladeira de Nazaré.
Segundo Acássia de Oliveira Nunes, plantonista da 1ª Delegacia de Polícia (Barris), ela foi alvejada com três tiros na cabeça quando descia a ladeira. Vigilantes da rua onde o crime aconteceu informaram a polícia que o autor dos disparos foi um homem que estava dentro de um veículo Gol cor branca acompanhado por outro homem e uma mulher, todos sem identificação.
Na Estrada Velha do Aeroporto, Jorge Gonzaga Sacramento, 43 anos, foi morto por dísparo de arma de fogo. A 12ª DP (Itapuã) ainda desconhe a autoria e motivação do crime.

Em 24 horas, cinco pessoas morreram baleadas na capital baiana

  1. Francisco Antonio Ramos disse:

    Carnaval é isso mesmo. Drogas, prostituição, brigas e mortes.
    Salvador é o maior e mais violento carnaval do mundo.

  2. CARLOS disse:

    Antigamente na época em que ACM era vivo essas noticias não eram repassadas a imprensa, as policias não podiam informavam as ocorrências. E a imprensa sempre informava que o carnaval transcorria na maior tranquilidade. OBS.: Circuito do carnaval pra eles é só o pessoal que estão entre as cordas, e assim fica fácil dizer que foi tranquilo. Mesmo porque são mais de 27.000.000 só no circuito….. e os outros polos carnavalesco que tem na cidade não é carnaval????

  3. willian michel disse:

    ESSA CAPITAL NÃO PRESTA PARA SE MORAR, IMAGINA NA ÉPOCA DO CARNAVAL! MAS O GOVERNO GASTOU 45 MILHÕES!

  4. willian michel disse:

    Todo dia, toda hora, nos defrontamos com o avanço dos males sociais. Violência, perversões, criminalidade, drogas, epidemia de gestações na adolescência exibem a face assustadora de uma sociedade que se extraviou dos limites. Uma sociedade que, por infinitos modos e tecnologias, muito mais deseduca do que educa. Uma sociedade onde o balconista do bar comete delito se vender cigarro a uma menina de 12 anos, mas sai na boa se a levar espontaneamente para a cama.

    O desastre que descrevo ganhou marco importante com os rebeldes franceses de 1968 e com seu slogan “il est interdit interdire!” – é proibido proibir. Malgrado ser flagrante contradição em termos, a regra ganhou os pensadores “progressistas” da época e se espalhou pela sociedade do Ocidente, atingindo um dos fundamentos da ordem social – o princípio da autoridade. Proibições inibiriam a criatividade. Todo “não” proferido para uma criança mutilaria sua capacidade de ser autônoma. E toda a autoridade restou delegada ao ilusório templo de uma coerência interna, cada vez mais falsa, onde estar de acordo consigo mesmo ganha prioridade em relação a estar de acordo com a verdade, e onde a mera sugestão de que existam verdades é entendida como pura insolência.

    Todo professor, preocupado com bem educar seus alunos, proclama, agora, a imensa dificuldade de o fazer perante a furiosa indisciplina instalada nas salas de aula. Poucos pais que não tenham chutado o balde de suas responsabilidades deixam de reportar o atrofiamento de sua autoridade e fracassos em suas tentativas de impor limites. Estou falando do mundo e da vida.

    O que ocorre sob nossas janelas e nos chega pelo noticiário não faz mais do que expressar decorrências de uma mentalidade que primeiro abalou e agora destrói as instituições. Quais instituições? Nada de importante, apenas coisas fora de moda e motivos de troça, assim como família, igreja, poderes de Estado, escola, hierarquias num sentido amplo, bem como tudo que daí deriva: ordens, mandamentos, leis, obrigações, direitos alheios e até mesmo aquele bolorento respeito natural pelos mais velhos. Sem instituições não há autoridade e sem autoridade não se preservam valores.

    Sou conservador por manter uma inconformidade juvenil perante esse retrato. Diariamente não penso o mundo como quem está saindo, mas como quem está chegando. Sei (e creio que poucos deixam de saber comigo) que o vício é a adesão a hábitos que levam ao mal, e que a virtude, pela calçada oposta, é a adesão a hábitos que conduzem ao bem. Sei que uma sociedade se ergue pela vereda da virtude e desanda pelas avenidas do vício. E sei que o oxigênio da virtude flui pelas instituições, que precisam ser sólidas e, também elas, virtuosas: família, Igreja, Estado, escola e assim por diante. Você já se perguntou por que são os alunos das duas instituições educacionais militares do Estado os mais bem colocados em todas as avaliações de desempenho?

    Não sem pesar reconheço que este artigo será visto como “careta” e politicamente incorreto, de uma ponta a outra. Com efeito, construímos uma sociedade na qual a virtude se oculta encabulada e o vício ganha posição de relevo; onde aquela fica reservada ao foro mais íntimo e este é proclamado do alto dos telhados. Depois, repete-se o que não me canso de denunciar na área política: totalmente desinteressados das causas, passamos ao xingamento das consequências.

  5. Harisson Juazeiro, cidade-dinamismo no Nordeste disse:

    Olha ainveja desses pernambucanos… Recife eh violento o ANO TODO!!!

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