Dois dos acusados de matar professora em Juazeiro serão levados amanhã a júri popular

por Carlos Britto // 01 de setembro de 2021 às 18:07

Élida Márcia Souza foi assassinada em Juazeiro. (Foto: Reprodução WhatsApp)

Às vésperas do júri popular de dois dos acusados pelo bárbaro assassinato da professora Élida Márcia de Oliveira Nascimento Souza (foto), ocorrido em fevereiro de 2019 em Juazeiro (BA), o Conselho Municipal de Defesa dos Direitos da Mulher (CMDDM) – composto por representantes do poder público e sociedade civil – manifestou apoio à família de Élida. O julgamento acontecerá nesta quinta-feira (2), no fórum local.

Clamamos por justiça e pedimos que os responsáveis pelo crime sejam devidamente condenados. Sabemos que ainda há dois suspeitos foragidos e desejamos que esses também sejam punidos de acordo com a lei. À família de Élida Márcia expressamos nossa solidariedade e nos colocamos à disposição”, declarou Anne Azevedo, presidente do CMDDM.

O crime

Élida residia no Bairro Alto do Alencar e dava aulas na rede particular de ensino de Juazeiro. Na manhã do dia 20 de fevereiro de 2019, ela saía de casa para mais uma rotina de trabalho, quando foi assassinada com três tiros de arma de fogo. Élida estava dentro do seu carro, com o marido e a filha, quando foi alvejada. Os assassinos estavam numa motocicleta e fugiram em seguida. O marido da vítima foi acertado de raspão, mas a filha do casal não ficou ferida.

Segundo informações, os autores do crime estariam de campana desde as primeiras horas da manhã, esperando que a vítima saísse. O fato teve grande repercussão e chocou a cidade.

A Polícia Civil (PC) apurou, dias depois, que a professora era parte de um triângulo amoroso que envolvia ainda seu companheiro, Lázaro Cesar Pinheiro Santana, e a ex-namorada dele, Edvânia Pereira de Morais. Segundo as investigações, Edvânia não se conformava com o término de seu relacionamento com Lázaro e tinha comportamento agressivo.

As investigações apontam o pai dela, Edivan Constantino de Morais, como mandante do crime. Constantino já respondeu pela prática de homicídio em Juazeiro e tinha sido visto, segundo a PC, dias antes do crime, com arma de fogo, buscando a filha no local de trabalho dela.

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