Diversificação de cultivo de frutas no Vale do São Francisco será destaque em seminário durante 25ª Fenagri

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Pera_Foto_Fernanda_Birolo_Embrapa_SemiaridoA diversificação de novas culturas nos perímetros irrigados do Vale do São Francisco motivou um espaço específico somete para este tema durante a 25ª edição da Feira Nacional de Agricultura Irrigada (Fenagri), que será aberta na noite de hoje (28), no pátio do Centro de Convenções Senador Nilo Coelho.

De acordo com o pesquisador da Embrapa Semiárido, Flávio de França Souza, este um assunto em discussão nas organizações dos produtores, no meio acadêmico e na esfera da política agrária pública. Daí a atualidade do seminário sobre “Novas frutíferas para o Semiárido Irrigado”, que acontecerá no auditório do Senai Petrolina, quinta-feira (29).

Segundo a assessoria da Embrapa Semiárido, o evento trará para o debate os resultados de pesquisas em andamento na empresa para adaptação do cultivo comercial da macieira, da pereira (foto) e do caquizeiro no ambiente quente do Nordeste. Souza, que é membro da Comissão Organizadora, destaca a evolução dos estudos com essas espécies, desde os dados coletados em área experimental da Embrapa àqueles registrados em testes nas áreas de produtores.

Pesquisadores da Embrapa farão palestras sobre questões relacionadas à fitossanidade, à pós-colheita e ao mercado das culturas. Ao mesmo tempo, dois produtores, que participam do projeto de pesquisa, farão uma avaliação técnica e falarão das perspectivas do cultivo do caquizeiro e macieira no Vale do São Francisco.

Segundo Souza, estas três culturas são apenas parte de uma pesquisa mais abrangente da Embrapa, que envolve 22 projetos (11 já em andamento) e 118 pesquisadores e técnicos de 25 instituições. Maçã, caqui, pera e ainda a ameixa e o cacau formam um grupo de culturas alternativas para as quais está prevista a definição de um sistema de produção que dê viabilidade econômica aos plantios.

Diversificação

Em uma segunda linha de pesquisa, o objetivo é realizar estudos com várias culturas já implantadas na região, mas que requerem ajustes que tornem mais rentáveis os plantios. É o caso das pesquisas com banana, goiaba, coco, acerola, tâmara, citros (tangerina, laranja, limão, mexericas e pomelos) e as anonáceas (pinha, atemoia e graviola).

Para ele, ampliar as opções de espécies frutíferas que possuem potencial de bom retorno econômico é uma estratégia para a sustentabilidade da fruticultura no Semiárido. “A concentração do negócio agrícola irrigado no binômio ‘mangueira e videira’, culturas que respondem por 65% do valor de produção anual de frutas na região, cria um quadro de vulnerabilidade para a economia local, pois suas receitas ficam muito expostas aos efeitos das crises internacionais e das oscilações cambiais”.

A diversificação também atende uma demanda da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e Parnaíba (Codevasf), que investe na instalação de novos perímetros irrigados da região Nordeste. “Aumentar a área plantada mantendo as mesmas alternativas de cultivos poderá causar problemas na comercialização das frutas produzidas”, declara. (Foto: Fernanda Birolo/divulgação)

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