Deputados da Alepe divergem sobre aplicação de lockdown em Pernambuco

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Foto: Alepe/reprodução

O estabelecimento de regras mais rígidas de isolamento social – ou, mesmo, do bloqueio total (conhecido por lockdown) – em Pernambuco, a fim de diminuir o ritmo de contágio do novo coronavírus (Covid-19), foi tema de debate na reunião plenária desta quinta (7). Parte dos parlamentares defendeu a medida para reduzir a atual sobrecarga do sistema de saúde, enquanto alguns apontaram dificuldades na aplicabilidade e nos custos sociais da ação. Os deputados se dividiram, ainda, entre os que elogiaram a atuação do Governo do Estado durante a pandemia e os que atribuem a necessidade da estratégia em razão de falhas nas políticas adotadas.

Em discurso no Pequeno Expediente, João Paulo (PCdoB) tratou o lockdown como “uma medida dura, mas necessária para dar fôlego ao atendimento de saúde, especialmente na Região Metropolitana do Recife”. Ele defendeu que, por um período definido, sejam permitidos apenas deslocamentos para compra de remédios, alimentos ou tratamento médico-hospitalar. “Foram as ações negativas de Bolsonaro que acabaram levando o País à situação em que o confinamento obrigatório parece ser a melhor alternativa possível”, finalizou.

Já o líder da Oposição, Marco Aurélio Meu Amigo (PRTB) posicionou-se a favor de medidas mais duras para o enfrentamento da pandemia, mas acredita que o governo do Estado está sem coragem para tomar a decisão. “O governador fica aguardando que o Poder Judiciário se posicione, usando subterfúgios”, apontou. O deputado sugeriu, ainda, que, caso haja o endurecimento, os profissionais que trabalham fazendo entregas sejam poupados, pois esse foi o modo que “muitos informais encontraram para obter alguma renda”.

Estado x União

Em tom ainda mais duro, o deputado Alberto Feitosa (PSC) discursou no Grande Expediente e criticou as medidas adotadas pelo governo estadual e Prefeitura do Recife no combate à pandemia. Ele revelou que Pernambuco tem taxa de casos confirmados superior a outros, como Minas Gerais, Bahia, Sergipe, Paraíba e Alagoas. “Se não tiveram competência para administrar o isolamento, vão ter para aplicar o lockdown?”, questionou.

1 COMENTÁRIO

  1. Basta Paulo Câmara pegar uma aula de como se administra em época de pandemia. Minas Gerais: em torno de 20 milhões de habitantes, 106 mortos – Pernambuco, 9 milhões 895 mortos. Pelo jeito, o pernambucano antes de tudo é um masoquista.

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