De volta à Casa Plínio Amorim, Zé Batista admite que vem trabalhando por projeto político do seu filho e detona “ciúme e inveja” de ‘fogo amigo’

1

De volta à Casa Plínio Amorim, o ex-secretário de Desenvolvimento Agrário e Rural da Prefeitura de Petrolina, José Batista da Gama (PDT) deu uma mostra, na posse da nova Mesa Diretora, realizada no final da tarde de ontem (1), que manterá sua conhecida marca do ‘bateu, levou’. Antes do discurso contundente que fez durante a solenidade, Zé Batista concedeu uma coletiva à imprensa. Em rápidas palavras, ele admitiu – caso o prefeito Miguel Coelho (PSB) o escolha – a possibilidade de liderar a bancada governista no Legislativo, ressaltando que deliberaria o assunto com seus pares, mas não com todos.

O vereador, no entanto, evitou citar nomes. “Tem uns que sempre quiseram minha cabeça na prefeitura. Não vou me indispor com nenhum deles, eles sabem muito bem de quem estou falando. Já tive, inclusive, conversa com dois e, graças a Deus, nos reconciliamos, fumamos o ‘cachimbo da paz’. Mas ninguém venha tirando onda para cima de mim, não porque aqui o cabresto é curto”, avisou.

Zé Batista lembrou que o ‘fogo amigo’ surgiu por conta “do ciúme e inveja” de alguns governistas, os quais consideraram que o vereador estaria ajudando, enquanto foi secretário, a pavimentar o caminho do seu filho Wenderson Batista (mais conhecido na cidade como ‘Pé de Galo’), que deseja trilhar a carreira política do pai. Zé não negou, de forma nenhuma, tais especulações, afirmando que desde o primeiro dia em que assumiu a Pasta no governo municipal vem trabalhando pelo projeto do filho. “Não nego isso para ninguém. Mas desafio qualquer pessoa a dizer que Zé Batista trouxe uma obra e depois pedir para que votasse no filho”, assegurou, acrescentando que esse trabalho passa também pela reeleição de Miguel Coelho.

Renovação

O vereador frisou ainda que essa renovação dentro de famílias com políticos é perfeitamente natural. “Fernando Bezerra Coelho foi prefeito três vezes, foi deputado, é senador. Será que ele não preparou os filhos para chegarem onde chegaram? Ele pode e eu não posso? Acho que todo político que tem, no seio da família, um filho que acompanha o pai, a tendência é natural de se renovar essa liderança. Estou com 68 anos, graças a deus gozando de boa saúde, mas meu filho gosta de política. Ele nasceu me vendo fazer política, e estou preparando ele para vir para a Câmara de Vereadores.  Mas primeiro ele tem de gastar muita sola de sapato, tem de identificar seu eleitorado, construir uma história, ir de porta em porta e conversar com os amigos. E ele é um jovem que tem uma legião de bons amigos”, finalizou.

1 COMENTÁRIO

  1. Fazem bom trabalho para empregar o resto da família na política. Espero que o povo esteja atento e deixem o menino de papai aí desempregado.

Deixe uma resposta para Defensor da liberdade Cancelar resposta

Comentar
Seu nome

2 × cinco =