Cumprindo decisão judicial, professores da rede estadual de ensino de Pernambuco encerram greve

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Foto: Brenda Alcântara/JC Imagem/ Ilustrativa

Professores da rede estadual de Pernambuco acataram, em assembleia virtual realizada na manhã desta sexta-feira (23), a proposta do Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Pernambuco (Sintepe) de cumprir a determinação judicial para o encerramento da greve e retomada das aulas presenciais, apesar de continuarem alegando que não há segurança sanitária para a retomada, devido à pandemia. A paralisação perdurava desde quarta-feira (21), data da reabertura das escolas estaduais para os 81 mil estudantes do 3º ano do ensino médio. Nova assembleia será marcada na próxima semana, com previsão para o dia 30 de outubro.

A reunião com mais de 1.200 participantes ocorreu dois dias após o Sintepe ser notificado pela Justiça sob pena de multa diária de R$ 100 mil, em caso de descumprimento da determinação. O sindicato afirmou que tomou a decisão após a assessoria jurídica considerar que a paralisação chegou “ao limite”, já que, desde o dia 4 de outubro, a classe está em embate pela manutenção das aulas apenas virtuais. Os professores pretendem, ainda, continuar o enfrentamento nos locais de trabalho, realizar campanhas de mídia e enviar ofício para o governo, solicitando nova negociação.

Na discussão, o clima foi de insatisfação. Os docentes criticaram, principalmente, as medidas flexibilizadoras tomadas pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria de Educação, para a abertura das unidades de ensino em meio à pandemia da covid-19, e também os profissionais que não aderiram à greve. Entre os argumentos para a necessidade em continuar apenas com o ensino remoto, foi citado as contaminações registradas em colégios particulares do Grande Recife. Os sindicalistas afirmaram que, pela baixa adesão à paralisação, estimada pela Secretaria de Educação de Pernambuco em 11% e 10% na quarta e quinta-feira, respectivamente, a paralisação foi feita pelos próprios estudantes, porque, segundo eles, poucos terceiranistas foram às escolas do Estado desde a liberação. A Secretaria de Educação afirmou que, na quarta-feira, foi registrada a presença de 43% dos concluintes nas escolas estaduais. Os docentes armaram que o m da greve não representa derrota da categoria, porque, nesses dias de paralisação, podem ter sido evitadas contaminações e mortes de docentes e alunos, e que a “luta” continuará pelas redes sociais, pressionando para que pais não permitam que os filhos se desloquem até às unidades. 

Na próxima terça-feira (27), retornam os 85 mil estudantes do 2º ano da rede estadual, enquanto os primeiranistas voltam no dia 3 de novembro. (Fonte: JC Online)

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