Uma organização criminosa suspeita de manter um esquema de corrupção dentro do sistema prisional de Pernambuco foi alvo de uma ação da Polícia Civil (PCPE) nesta terça-feira (25) nos municípios do Recife, Vitória, Ipojuca, Escada e Moreno; além de Maceió (AL). A Operação ‘Controle Paralelo’ cumpriu seis mandados de prisão, 14 de busca e apreensão, além de ordens para bloquear dinheiro e bens dos investigados.
De acordo com a corporação, as investigações tiveram início em outubro de 2022 e busca identificar e prender integrantes do grupo suspeito de envolvimento em corrupção, extorsão, tráfico de drogas e lavagem de dinheiro. Segundo a PCPE, o esquema funcionava dentro de unidades prisionais. Detentos recebiam benefícios indevidos e tinham autorização para controlar e administrar pavilhões. Esses presos eram conhecidos como “chaveiros”.
Em troca, segundo as investigações, o detento que exercia essa função fazia pagamentos a agentes envolvidos no esquema. Os valores também teriam sido enviados por meio de outras pessoas e para contas de familiares de presos. A investigação aponta ainda que o esquema não envolvia apenas o chefe de uma unidade prisional. Outros policiais penais também são suspeitos de participação nas irregularidades.
Além da corrupção, a Polícia Civil investiga suspeitas de extorsão contra presos e familiares, tráfico de drogas e lavagem de dinheiro. De acordo com os investigadores, o dinheiro obtido com os crimes teria sido movimentado por meio de empresas ligadas aos setores de criação de camarão e venda de pescados. A suspeita é de que essas empresas tenham sido usadas para esconder a origem dos valores.
Apreensões
As ordens foram expedidas pela 1ª Vara Criminal da Comarca de Vitória de Santo Antão, na Zona da Mata de Pernambuco. Durante a ação foram apreendidas duas espingardas, revólveres, munições de fino e grosso calibre, celulares e caixotes. A investigação contou com apoio da Diretoria de Inteligência da Polícia Civil (DINTEL), do Laboratório de Tecnologia contra Lavagem de Dinheiro (LAB-LD), do Comando de Operações e Recursos Especiais (CORE), da Corregedoria Geral da Secretaria de Defesa Social de Pernambuco, da Polícia Civil de Alagoas e da Rede Nacional de Unidades Especializadas de Enfrentamento das Organizações Criminosas (RENORCRIM). As informações dão do Diario/PE.


