Crianças são impedidas de entrar em escola pública por usar sandálias e coordenadora justifica: “regra é para ser cumprida”

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001estudante_petrolinaDois pequenos estudantes da rede municipal de Petrolina foram barrados na porta de sua escola porque estavam usando sandálias. O caso aconteceu na última semana na Escola Anete Rolim, no bairro Pedra Linda, quando as crianças foram impedidas de assistir aulas e tiveram que retornar para casa.

A mãe dos estudantes, Mãe Maria Aparecida, conta que os alunos foram barrados por duas vezes e foram orientados a voltar para casa por estarem descumprindo as regras da escola.  Revoltada com o fato, Maria Aparecida, diz que têm sete filhos e não teria comprado o fardamento exigido porque não tinha condições financeiras.

Eu tenho sete filhos para sustentar e não tenho condições de comprar sapato para todos. Na última semana botaram meus dois filhos para voltar para casa e eles ficaram sem assistir aula porque não tinham um sapato. Ela [diretora] só mandou um recado pelo próprio menino dizendo que sem sapato não entrava na escola” disse a mãe.

Após o ocorrido, a mãe disse que conseguiu ajuda de pessoas que se sensibilizaram com o caso e doaram sapatos para que os alunos pudessem voltar a frequentar a escola. “Agora depois de tudo isso eu arrumei calçados para eles. Mas foi só porque me doaram, porque para comprar mesmo eu não tenho condições”, desabafou Maria.

A regra do sapato:

A coordenadora da escola, Gildete da Silva, justifica os fatos. Segundo ela, a direção da escola estaria apenas cumprindo instruções normativas da Secretaria Municipal de Educação. A gestora explica ainda que para assistir às aulas, todos os alunos devem estar usando camisa da farda, calça e tênis.

Nós estamos cumprindo as normas. Temos instruções normativas que dizem que os meninos têm que estar com a camisa da farda, calça e um tênis. Na verdade esta é uma política que estamos trabalhando há três anos orientados pela Secretaria de Educação” explica.

Gildete diz ainda que a escola está sensível à condição dos alunos e que o fato teria ocorrido porque alguns pais não estariam participando devidamente das reuniões que dão as orientações aos pais e alunos.

Os pais já foram orientados, avisados. O que acontece é que alguns pais não vêm há escola e não procuram conhecer as regras. Regra é para ser cumprida. Demos um prazo até o final de março para as mães comprarem estes sapatos. A escola é sensível à necessidade de várias mães, mas a mãe precisa vir até nós e justificar sua situação”, finaliza a coordenadora. (foto: Wanderley Alves)

26 COMENTÁRIOS

  1. ESTA COORDENADORA DEVERIA VISITAR A CASA DESTES ALUNOS PARA VER A REALIDADE DESTAS CRIANÇAS, É UM DESPARATE UMA COISA DESTA , ELA DEVE ACHAR QUE ESTA LIDANDO COM CRIANÇAS DA CLASSE MEDIA , ACORDA DONA , VAI FAZER BONITO É NO ENSINO, PARA QUE OS FILHOS DESTAS CRIANÇAS NÃO PASSEM PELA MESMA COISA QUE ELES HOJE , É REVOLTANTE, COBRE HORARIO ,CARDERNO LIMPO, DESCARGA DE PRIVADA DADA, BONS MODOS ETC… , ME RESPEITEEEEE

  2. Eu acho que antes de julgar, as pessoas deveriam realmente ver o que se passa, o que a coordenadora disse está totalmente correto, os pais não procuram a escola, nem quando acontece coisas piores, e a escola está realmente seguindo uma norma da secretaria, o que eu concordo plenamente, todos devem cumprir com suas obrigações, inclusive os pais, que na maioria das vezes são omissos. Acho essa regra muito correta, porque se formos deixar, os alunos irão estudar igual aos alunos de malhação, ou seja, quase sem roupas. Basta você ir a essas escolas publicas que verão que desde as criancinhas até os maiores vão com roupas impropria e até as mães quando vão pegar as crianças, acho isso um absurdo.

    • a questão aqui não é roupa ou regras!
      e sim desigualdade social vamos para de hipocrisia,isso é reflexo de uma sociedade falida!
      ps:achamos que a escola está correta por quê não somos nós.

  3. Acho que o grande problema hoje é que os políticos deram muita liberdade pra o povo,e eles se acham no direito de esculhambar tudo, não querem cumprir ordem e regras,pesam que repartições públicas fazem parte do quintal deles.Vivem cheios de direitos agora obrigações não querem cumprir,tá certo as escolas em cumprir cobrar seus direitos.E que achar ruim que meta a mão na boca e rasgue até morrer.

  4. COMO ISSO VAI INTERFERIR NA APRENDIZAGEM? ISSO É SUBMETER OS ALUNOS A CONSTRANGIMENTO! QUE ABSURDO! QUE NORMAS SÃO ESSAS ? O CONSELHO TUTELAR, A VARA DA INFÂNCIA E O MINISTÉRIO PUBLICO DEVEM SER ACIONADOS, POIS ISSO É NEGAR UM DIREITO.

  5. A QUESTÃO É NÃO DEIXAR CRIANÇAS ENTRAREM NA SALA DE AULA POR FALTA DE SAPATO FECHADO, ACORDA, A REALIDADE DELAS É OUTRA, MÃE RELAXADA É AQUELA QUE NÃO MANDA FILHO PARA ESCOLA, E PODEMOS VER QUE ESTAS DUAS CRIANCAS ESTÃO COM O UNIFORME DO COLEGIO E DE CALÇA COMPRIDA,E QUEM ESTA JULGANDO É A SENHORA DONA CARLA, ORAS SE AS CRIANCAS NÃO PODEM ENTRAR SEM SAPATOS, AS MÃES E A NOVA JUVENTUDE PODE USAR OQUE BEM ENTENDER.

  6. E LEMBRANDO QUE NÃO SÃO NORMAS DA SECRETARIA , E SIM DO SECRETÁRIO QUE FOI MILITAR DO EXÉRCITO (CORONEL), QUE ALIAS TEM TODO O MEU RESPEITO, MAS A ESCOLA NÃO É UMA ESCOLA DE QUARTEL, OU SEJA DO EXÉRCITO.

  7. Carla, em parte a escola está certa em exigir disciplina, mas as crianças são de classe baixa renda, veja que as duas estavam com a camisa da farda que ganhou, a calça que a mãe comprou e a sandália, a qual deduzo foi o que se pôde comprar, portanto, não justifica uma gestora de escola punir alunos que querem estudar tão somente por esse motivo.
    Quer um bom exemplo? Vão em qualquer faculdade da região e vejam como estão as “fardas” dos universitários! E olhe que são pessoas de maior idade e cursando o ensino “superior”.
    Uma boa gestora faria comunicado aos responsáveis das crianças e ou até ir na residência dos mesmo e tentar resolver situação sem causar o mínimo prejuízo ao aprendizado das crianças.

    Alô conselho tutelar, vara da infância!!!!

  8. E esse secretario de educação ainda quer ser Prefeito isso é uma vergonha onde tá o Estatuto da Criança e do Adolescente e o Prefeito Vereadores onde eles estão em outro planeta. Faço um apelo ao Ministério Publico qualquer autoridade que possa intervir existe uma coisa chamado bom senso estou muito triste com isso e essas crianças como ele as estão si sentindo .

  9. Primeiramente eu pergunto: a escola fornece o fardamento completo? Calça, camisa, sapatos etc? Se fornece, tem todo direito de cobrar, caso contrário é algo que tem que ser tratado com bastante delicadeza, pois a questão social a questão dos recursos financeiros é algo que não está sobre o controle de todos, se não tenho recurso para adquirir um sapato, porém vou estudar, sou comportado, tenho interesse em aprender em melhorar de vida, por que não posso entrar a escola? Ponham-se no lugar dessas crianças, imagina o constrangimento, a tristeza que devem ter sentido, quando reclamamos que a cidade tá violenta, que tem muitos usuários de drogas será que não há culpa e não tratar criança como deve ser tratada, pois o estudante quer ir pra escola e é impedido qual a alternativa lhe resta?

  10. isto é um tremendo absurdo coronel. è caso de Ministério Publico onde já se viu numa crise dessa onde a grande maioria das crianças vão para escola por causa da merenda escolar
    muitas vezes saem de casa sem tomar café e vc com este autoritarismo militar.
    vamos repensar. Pois essa não é a Petrolina q educa e sim a q machuca. Quero pedir aos
    vereadores que entrem neste caso pífio. Coronel sinceramente vc me surpreendeu!!!!

  11. Que absurdo! a escola só pode cobrar o fardamento completo do aluno quando o mesmo é fornecido por completo e que eu saiba nunca foi entregue qualquer tipo de calçado para essas crianças.

  12. Estão ora aprender é melhor se preocuparem com um bom ensino e outra coisa com oi sem sandália não modifica nada na aprendizagem, ou será que o sapato tem esse poder de facilitar a aprendizagem ?
    Um conselho se preocupem com uma educação de qualidade e de onde vem cada uma dessas crianças que têm um futuro e relfexuonem.qual o papel rela da escola.

  13. Sou professora e considero lamentável, porque coloca um item do fardamento acima do objetivo maior que deve ser a aprendizagem. Concordo que o fardamento é importante, na verdade mais importante para o próprio aluno do que para a escola, porém não se trata de uma escola particular em que, geralmente, os alunos apresentam um poder aquisitivo maior. A situação é de uma escola pública, grande parte dos alunos não possuem condições financeiras de comprar um tipo de calçado escolhido pela escola, se a escola deseja que seja usado um tipo ou modelo de calçado em particular, deveria fornecer o mesmo. Que a educação, única ferramenta capaz de transformar realidades, seja sempre a nossa meta.

  14. essa mãe deve procurar a defenssoria publica e fazer valer o art.208 da constituição federal do direito a educação publica para todos,sem distinção de cor,raça ou religião…,e mostrar para esses hipócritas que nenhum regimento interno esta acima da nossa carta magna.

  15. Ainda hoje meu filho foi impedido de assistir aula por não esta de farda, mesmo eu indo la justificar a diretora.
    Isso não pode acontecer de acordo com o Estatuto da criança e do adolescente.

    Depois desse acontecimento hoje fiz algumas pesquisas.

    E uma delas esta escrita ai logo abaixo:
    ===============================

    A FALTA DO UNIFORME OU FARDAMENTO PODE IMPEDIR A ENTRADA NA ESCOLA?
    12/abr/2016 às 5:24 por Profa. Sônia R.Aranha em: educação

    O aluno está sem o uniforme/fardamento ou está sem parte dele (faltou a camiseta, a calça, ou mesmo, o agasalho) pode ser impedido pela direção da escola de entrar na escola?

    Não.

    Este é o entendimento da Promotora de Justiça Érika Lima Michetti do Ministério Público do Estado de Roraima.

    Ela recomenda que o responsável pelo aluno busque o Conselho Tutelar e, caso não seja atendido, busque o MP.

    Saiba qual foi a recomendação do MPRR encaminhada às Secretarias de Educação Estadual e Municipal, como também, para as escolas particulares do Estado de Roraima.

    Acredito que este deve ser o procedimento de outros MP a respeito deste assunto.

    Segue abaixo:

    “FARDAMENTO ESCOLAR: MPRR recomenda escolas a não impedirem alunos de assistir aula

    As constantes denúncias acerca da proibição de acesso e permanência de alunos em escolas públicas da capital em razão da falta uniforme, motivaram o Ministério Público do Estado de Roraima (MPRR) a encaminhar ontem, 22, notificação recomendatória aos estabelecimentos de ensino para que as escolas não mais proíbam estudantes de assistirem aula por esse motivo.

    A recomendação foi encaminhada à Secretaria de Estado da Educação Cultura e Desporto e Secretaria Municipal de Educação e ao sindicato das escolas particulares.

    A legislação prevê, conforme normas do Conselho de Educação Estadual, que mesmo sem o devido fardamento escolar o aluno pode assistir às aulas, desde que o fato seja justificado na direção da escola. Caso a prática se torne frequente, o diretor deve convocar o pai ou responsável pelo estudante e comunicar qual medida será adotada pela instituição de ensino.

    Para a promotora de justiça Érika Lima Michetti, titular da Promotoria da Educação e autora da recomendação, “a ausência do uniforme escolar não deve ser empecilho para o exercício do direito fundamental à educação porém, o fardamento escolar traz benefícios aos alunos como segurança, possibilidade de identificação e minimização das diferenças sociais”.

    “O Estatuto da Criança e do Adolescente, nos artigos 15 e 17, respectivamente, estabelece que a criança e o adolescente têm direito à dignidade e ao respeito como pessoas humanas em processo de desenvolvimento e como sujeitos de direitos civis, humanos e sociais garantidos na Constituição e nas leis e que o direito ao respeito consiste na inviolabilidade da integridade física, psíquica e moral do adolescente, abrangendo a preservação da imagem, da identidade, da autonomia, dos valores, ideias e crenças, dos espaços e objetos pessoais.” Aponta um dos trechos da recomendação.

    A promotora esclarece, ainda, que, em caso de descumprimento, o Conselho Tutelar deve ser acionado e que, em casos mais graves, o MPRR deve ser comunicado para adoção de medidas urgentes.

    As instituições têm o prazo de 15 dias para comunicar o MPRR quanto ao cumprimento do pedido.
    ===============================

    Eu agora sei como agir, e você passe essas informações a diante, para que esses constrangimentos acabem.

    Esses abusos acontecem não e com os alunos que os pais não vão a escola, e com os alunos que os pais vão a escola.

  16. Realmente !
    Hoje mesmo aconteceu com o o meu filho do vigia da escola onde ele estuda mandou ele voltar simplismente pelo fato dele está com a unha incravada e não aguentar calçar tênis. Eu sou uma mãe presente em todas as reuniões e sempre que posso vou na escola dos meus filhos para analisar como é a vida escolar deles lá dentro . Hoje não foi a primeira vez pois já tinha acontecido antes e eu procurei a diretora da esc ola e ralatei o problema dele e ela disse que ele poderia ir de chinelo até a unha sará. Mais hoje ele foi barrado novamente e mandaram ele voltar eu fiquei indignada porque só o meu filho voltou e que tinha outros alunos assistindo aula de chinelo, fui até a escola falei com o vigia e ele disse que só estava cumprindo ordem da diretora então citei se a ordem só prevalecia para o meu filho porque tem alunos aí de chinelo . E ele ficou com a cara de bravo e andamos de sala em sala encontramos 4 alunos de chinelo cada um com suas limitações é claro assim como meu filho. Aí fica a pergunta as leis são para todos?
    Os direitos são Iguais?
    E porque? Só meu filho teve que voltar😢😢😢

  17. Muitas famílias não tem o que comer, usam o dinheiro do bolsa família para se alimentarem. O desemprego está atingindo o país inteiro. Então entre comprar comida e comprar o tênis, o que acham que os pais vão escolher? As crianças precisam se alimentarem também estudar. Elas não podem ser impedidas de estudar porque não estão de tênis.

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