Comandante da PM descarta reajuste salarial, mas espera que não haja greve

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Paulo-Câmara-PMPE (1)Sobre a ameaça de greve dos policiais militares de Pernambuco, o comandante geral da PMPE, Carlos Alberto D’Albuquerque Maranhão Filho, disse em entrevista concedida à Rádio Jornal na manhã desta terça-feira (26), que espera “sensibilidade da tropa” para que seja mantida a segurança da sociedade.

De acordo com D’Albuquerque, o atual momento de crise econômica não é favorável para uma discussão sobre reajuste dos salários. “Entendemos a atual situação e temos conversado com a tropa que não é o momento para falar em aumento e reajuste salarial. Todos temos acompanhado momento de crise que o País enfrente e por isso, não acreditamos em greve. Espero a sensibilidade da tropa para seguir o principio básico de garantir paz e uma vida melhor para a sociedade”, disse o comandante, que assumiu a corporação em novembro de 2015, substituindo Antônio Pereira Neto.

A PMPE deve realizar uma assembleia nesta quarta-feira (27), às 14h, na Alepe (Assembleia Legislativa de Pernambuco), com a possibilidade de deliberação de greve. A categoria está reivindicando um reajuste salarial de 25%.

O presidente da Associação de Cabos e Soldados, o cabo Alberison Carlos, explicou que os policiais cobram 18,5% de recomposição salarial, referente a perdas por causa de inflação acumulada dos últimos dois anos. Os outros 6,5% correspondem ao aumento salarial. Os profissionais ainda solicitam melhores condições de trabalho.

Ao ser questionado sobre o ‘reajuste zero’, proposto pelo Governo de Pernambuco, o comandante disse que espera que a tropa seja condescendente com o atual momento econômico do Estado. “Acredito que a tropa tolera, sim. A gente não pode gastar mais do que arrecada. Temos feito isso junto à tropa, mostrando a realidade dos fatos. É um momento em que  temos que mover esforços para melhoria da qualidade do serviço, melhoria nas condições de trabalho”, ressaltou. Em junho de 2014, os policiais militares de Pernambuco ficaram três dias em greve. O período de paralisação foi o suficiente para o registro de arrastões, assaltos e furtos. O Exército chegou a fazer as patrulhas no lugar dos policiais em greve.

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