Com salários atrasados há quatro meses, merendeiras da rede estadual de Petrolina buscam Casa Plínio Amorim

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Com salários atrasados, um grupo de merendeiras de escolas da rede estadual em Petrolina foi até à Casa Plínio Amorim, na manhã de hoje (12). Em greve, elas buscaram apoio dos representantes do Legislativo Municipal para ajudá-las a resolver o impasse.

A situação atinge mais de 160 profissionais de Petrolina e outras cidades abrangidas pela Gerência Regional de Educação (GRE)/Submédio São Francisco. Algumas merendeiras ainda chegaram a receber os vencimentos de maio, após a empresa Líder – contratada pelo Governo de Pernambuco – encerrar o contrato de terceirização dos serviços. Mas a maioria está sem ver um centavo sequer pelo trabalho que realizaram.

Girleide Ferreira dos Santos trabalha na Escola Estadual Paes Barreto é uma das prejudicadas. Ela, juntamente com suas colegas, estava trabalhando normalmente, apesar das dificuldades. “Todos os dias cumprimos nosso horário. Até o ponto nós assinamos, a pedido da nossa gestora, além de recibos, mesmo sem receber salário”, informou.

Segundo Girleide, a responsável pela GRE local, Professora Anete Ferraz, assegurou numa recente reunião com as merendeiras que os salários delas seriam depositados. O problema é que, conforme explicou Anete, estariam ocorrendo problemas referentes ao preenchimento do recibo, além de informações equivocadas nas contas e endereço das merendeiras. “A única coisa que ela nos falou é que (a solução) estava em andamento, mas isso já tem uns dois meses”, frisou.

Dívidas

Girleide argumenta que o grupo quer apenas que seus direitos sejam assegurados, porque a situação está passando do limite. “Moro de aluguel e tenho três meses que não pago aluguel, e as contas chegando. Estou com dois papeis de energia, a qualquer momento vão cortar minha energia”, lamenta. Ela informou ainda que uma nova terceirizada, contratada pela Secretaria de Educação, já deu uniformes novos e o tíquete-refeição às profissionais, mas salários até agora elas não viram.

Sem dinheiro, fica difícil até mesmo se deslocar ao trabalho. É o caso de Márcia Zumildes de Souza. Ela trabalha na Escola Estadual de Petrolina, mas mora distante e precisa pagar a passagem do ônibus. “Moro no Jardim São Paulo e dependo de ônibus todos os dias. São R$ 3,50 que eu pago na passagem. Não tenho mais a quem recorrer”, reclama Márcia, que não viu nem o salário de maio.

Ainda mais complicado é o caso da merendeira Luzia de Cássia. Grávida de três meses, ela informou ao Blog que chegou a trabalhar o último mês inteiro, acreditando estar contratada pela nova empresa. Porém, não estava. “Me avisaram isso só hoje que eu não fui contratada. Vou procurar a GRE, porque eles tinham de ter entrado em contato comigo e dizer que eu não estava contratada. E eu trabalhei pela empresa o mês de agosto todo. E quem é que vai me pagar?”, indagou a merendeira, acrescentando que assinou todos os papeis de contratação. “Minha carteira e a documentação estão no Recife. Recebi a farda da empresa, e como não estou pela empresa? Por que a GRE não passou isso para mim?”, completou. A reportagem vai tentar um contato com a GRE sobre este assunto.

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