Coluna do Blog

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Foto: reprodução

A hora de parar com o tabu e colocar o problema na mesa

Um vídeo de um padre, muito emocionado, circulou com força pelos grupos de WhatsApp em toda a região. O religioso relata, emocionado, sobre uma menina de 14 anos que foi se confessar e se despedir, iria tirar a própria vida pois não valia mesmo a pena viver.

A menina tinha a mesma idade da garota que perdemos aqui em Petrolina. Este Blog tem como regra não noticiar suicídios, mas não fugimos do tema, tratamos dele e enfrentamos o problema.

Os casos crescem assustadoramente em todo o Vale do São Francisco. Dormentes, Afrânio, Rajada. As estatísticas só crescem.

Passou da hora das cidades enfrentarem essa problemática com decisão e energia. Casos assim, com foco em depressão, só crescem e não percebemos discussões sérias e efetivas. Não se vê políticos debatendo o tema e suas câmaras de vereadores discutindo o sexo dos anjos.

As escolas também precisam fingir que o tema não está em voga e começar a falar disso abertamente, chamando a atenção de professores, pais, alunos e de toda a sociedade. A problemática da depressão e do suicídio avançam não só entre os jovens, mas em todas as camadas da sociedade.

Não é um problema de rico ou de pobre, mas de todos. Está na hora dessa conversa parar de ser tabu e virar tema obrigatório. Os poderes constituídos precisam enfrentar o tema urgente. Para o bem de todos nós.

De olho no evangélicos

Comentários de bastidores na Casa Plínio Amorim dão conta de que o projeto enviado pelo prefeito Miguel Coelho (sem partido), isentando da cobrança do IPTU os templos religiosos de Petrolina que funcionam em espaços alugados, poderá ser um grande bônus para Miguel na campanha de 2020. A comunidade evangélica, por exemplo, é bastante numerosa na cidade e os quatro vereadores da bancada que a representa no Legislativo são da base do prefeito. A proposta deve ser votada amanhã (19).

Transporte alternativo em pauta

O Projeto de Lei 4190/19, da autoria do deputado federal Gonzaga Patriota (PSB), que propõe rever as multas imputadas ao transporte alternativo, impostas pela Lei 13.855, de 2019, já tem relator: o deputado federal Paulo Azi (DEM/BA). Pela nova lei, motoristas que fizerem transporte escolar não autorizado e transporte remunerado irregular de pessoas ou bens passará a cometer infração gravíssima. O agravamento foi publicado em julho no Diário Oficial da União e começará a valer a partir de outubro próximo. Na justificativa do projeto, Gonzaga relembra que já foi secretário Nacional de Trânsito e explica a importância do transporte escolar e alternativo para o país.

Clima eleitoral no ar

Há quem garante que o ataque dos integrantes da oposição na sessão de ontem (17) da Casa Plínio Amorim contra o programa de pavimentação de ruas e avenidas, realizado pelo Governo Miguel Coelho, já é o primeiro sintoma do clima eleitoral no ar. Bem avaliado nas pesquisas, o prefeito começa a se tornar alvo mais frequente dos seus adversários. Algo estratégico.

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