O grupo político dos Bezerra Coelho desembarcou do bolsonarismo quando Miguel Coelho (UB) acertou sua aliança com o Lulismo do então prefeito do Recife, João Campos (PSB). Naquele acerto o deputado Antonio Coelho (UB), deixava o mandato para ser secretário municipal de Turismo na capital pernambucana. Era a sinalização para o projeto conjunto de João Campos ao Governo de Pernambuco e Miguel Coelho para o Senado.
A família assumia sua volta ao Lulismo. Com as definições da Frente Popular de Pernambuco com uma chapa puro sangue de esquerda, Miguel Coelho mudou o eixo de sua obsessão ao Senado, pulando para o palanque governista de Raquel Lyra (PSD), que tem assumido desde a pré-campanha seu Lulismo ao definir para concorrer ao Senado o esquerdista Túlio Gadêlha (PSD), e esconder durante esse tempo todo os bolsonaristas debaixo do palanque. Raquel Lyra sabe que Miguel Coelho hoje é um implícito eleitor de Lula.
Embora tenha anunciado aposentadoria da política, o decano Fernando Bezerra Coelho, ex-senador eleito na esquerda e ex-ministro de Dilma Rousseff, sabe bem dos corredores do PT e tem seus interlocutores no Lulismo. Até agora, nenhuma entrevista de Miguel Coelho dá qualquer sinal que vá pedir voto para Flávio Bolsonaro à Presidência da República. Os Bezerra Coelho estão colados no lulismo de Raquel Lyra e já não há caminho para regressar.
Por Marcelo Damasceno/radialista e articulista político


