Caso Beatriz: Grupo de promotores do MPPE fará investigação complementar

por Carlos Britto // 04 de janeiro de 2022 às 15:33

Foto: Reprodução

Um grupo formado por quatro promotores de Justiça do Ministério Público de Pernambuco (MPPE), designado para acompanhar o inquérito do Caso Beatriz, decidiu que fará investigações complementares para tentar acabar com o mistério que envolve o crime, ocorrido há mais de seis anos em Petrolina. A Polícia Civil (PC) concluiu o inquérito, pela segunda vez, sem apontar nenhum suspeito pelo assassinato da menina Beatriz Angélica Mota, então com 7 anos. No dia 13 de dezembro de 2021, o resultado foi entregue ao Ministério Público Estadual (MPPE), que analisa o caso para dar início às novas diligências.

O GACE (Grupo de Atuação Conjunta Extraordinária) elaborou previamente um cronograma de eventual atuação investigativa complementar a da polícia, já apresentado e aprovado pelo procurador-geral de Justiça (Paulo Augusto de Freitas Oliveira), o que só poderá efetivar-se após concluída a análise dos autos do inquérito policial, que será realizada na maior brevidade possível, observando-se o esmero e a prioridade merecidas pelo caso“, explicou a assessoria do MPPE à coluna Ronda JC.

Três promotores lotados em Petrolina, sob a coordenação de uma quarta promotora lotada no Recife, vão atuar nas novas diligências – em meio ao pedido insistente os pais de Beatriz para que o caso seja federalizado, ou seja, passe para as mãos da Polícia Federal.

Na semana passada, depois de mais de 700 quilômetros de caminhada por justiça, durante 23 dias, Lucinha Mota e Sandro Romilton (pais da menina) tiveram uma reunião no Palácio do Campo das Princesas, sede do governo estadual. Na ocasião, o governador Paulo Câmara anunciou que apoiará a federalização do caso, visto que a PC não conseguiu êxito nas investigações.

Inquérito

O inquérito colheu 442 depoimentos, 900 horas de imagens e 15 mil chamadas telefônicas analisadas. Até hoje, oito delegados passaram pelo caso, mas não conseguiram apontar o suspeito do crime, que ocorreu durante uma festa de formatura no Colégio Nossa Senhora Auxiliadora, onde a menina estudava. Ela foi atingida por 42 facadas. O corpo foi encontrado numa sala desativada da instituição de ensino.

Ao longo dos anos, os pais de Beatriz denunciaram supostas irregularidades no processo de investigação. E, por isso, desde 2019, insistem que o caso saia das mãos da Polícia Civil e vá para a Polícia Federal. Mas a decisão final caberá à Procuradoria-Geral da República junto ao Ministério da Justiça. Sobre o pedido de acesso aos conteúdos da investigação por parte de uma empresa privada americana, sem qualquer vínculo com o governo dos Estados Unidos ou suas representações diplomáticas no Brasil, a Secretaria de Defesa Social (SDS) esclareceu que esse tipo de cooperação não encontra respaldo na legislação brasileira. (Fonte: JC)

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