Os bancários lotados na base de atuação do Sindicato dos Bancários de São Paulo rejeitaram, com 97,66% dos votos, a proposta apresentada pela Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) na última quinta-feira (13), dentro da Campanha Nacional Unificada 2026. A categoria decidiu ainda, com 89,34% dos votos favoráveis, por uma paralisação das atividades nesta quinta-feira (20), que deve se estender em todo o país.
As deliberações ocorreram em assembleia virtual finalizada às 23h da segunda-feira (17). Antes, mais de 1,5 mil bancários e bancárias acompanharam uma plenária híbrida (presencial e virtual), por meio da qual foram dados informes, direito de voz e indicação de voto.
Neiva Ribeiro, presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo e coordenadora do Comando Nacional da categoria, fez um resgate de todos os debates realizados nas mesas de negociação com a Fenaban.
Luiza Hansen, coordenadora da Comissão Executiva dos Empregados (CEE/Caixa); e Fernanda Lopes, coordenadora da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB) detalharam, respectivamente, os processos negociais com os bancos públicos. Além de Neiva, Luiza e Fernanda, compuseram a mesa da plenária Lucimara Malaquias, secretária-geral do Sindicato; Aline Molina, presidenta da Fetec-CUT/SP (online); Sérgio Takemoto, presidente da Fenae; e Vívian Sá, presidenta da Apcef/SP.
Recusa
A assembleia foi convocada após a sétima rodada de negociação, quando a Fenaban não apresentou proposta de índice de reajuste para salários e demais verbas, mesmo tendo assumido este compromisso na negociação anterior. Para completar, os banqueiros colocaram na mesa propostas que atacam a unidade e os direitos da categoria: modelo de reajuste diferenciado em três faixas salariais (menores salários, salários intermediários e maiores salários); e congelamento do piso de ingresso.
Para Neiva Ribeiro, o resultado da assembleia reflete o sentimento da categoria bancária diante de uma proposta que representa retrocessos depois de terem construído um lucro de mais de R$ 124 bilhões só em 2025. “Também reforça que a categoria não aceitará propostas sem avanços concretos em temas essenciais, como reajuste salarial, valorização da Participação nos Lucros e Resultados (PLR) e recomposição dos vales refeição e alimentação”, destacou a presidente.


