Assassinato de professora em Juazeiro foi encomendado, diz Polícia Civil

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Complexo Policial de Juazeiro. (Foto: Reproduçao)

A Polícia Civil (PC) de Juazeiro (BA) afirmou que o bárbaro assassinato da professora Élida Márcia de Oliveira foi encomendado. Ela foi morta a tiros na porta de casa, no bairro Alto do Alencar, no início da manhã do dia 20 de fevereiro deste ano.

Segundo a PC, a vítima era parte de um triângulo amoroso que tinha nas outras vértices o seu companheiro Lázaro Cesar Pinheiro Santana e a ex-namorada dele, Edvânia Pereira de Morais. Segundo as investigações, Edvânia não se conformava com o término de seu relacionamento com Lázaro e tinha comportamento agressivo, chegando a desligar a energia da casa do ex-namorado e ameaçar a vítima de morte, como indicam testemunhas. Os investigadores conseguiram a informação de que Edvânia e seu pai poderiam ser os mandantes do crime.

Posteriormente, a PC conseguiu filmagens de câmeras de segurança das ruas que serviram como rota de fuga e por onde passaram os criminosos, onde se podia ver a placa da motocicleta. Após a imagem obtida ser melhorada, foram obtidos os detalhes, PIS-6902 – placa então divulgada para as Companhias da Polícia Militar (PM) na cidade. Por meio da placa, a Delegacia de Homicídios passou a investigar os nomes a ela relacionados, sendo eles os executores do crime encomendado.

Neste domingo, como este Blog adiantou, em abordagem de rotina de uma equipe da 75ª Companhia Independente (CIPM), foram detidos os suspeitos Railton Lima da Silva e Elton Gomes de Souza, num bar no contorno do Mercado do Produtor.

A execução

Em depoimento na delegacia, conforme a PC, Elton reconheceu Railton pelas imagens das câmeras apresentadas. Por sua vez, Railton confirmou ter guiado a motocicleta apreendida para a pessoa de Maicon Neves dos Santos no dia do crime, quando pararam em frente à casa da professora Élida Márcia e então Maicon desceu da moto, abriu a porta do carro onde estava a vítima e efetuou os disparos fatais contra ela, que estava acompanhada de Lázaro e da filha, de 2 anos de idade. O executor do crime está foragido.

Ainda segundo a PC, Railton também confirmou a versão já perseguida pela Delegacia de Homicídios, indicando como mandante do crime e o reconhecendo por foto, e presencialmente Edivan Constantino de Morais – pai de Edvânia, que via a vítima como um obstáculo de ter para si o companheiro de Élida, Lázaro César.

O pai de Edvânia e mandante do homicídio, Edivan Constantino, já respondeu pela prática de homicídio em Juazeiro e tinha sido visto, dias antes do crime, com arma de fogo, buscando a filha no local de trabalho dela.

Concluídas as diligências, foi representada pela prisão cautelar de todos os envolvidos no crime, tendo sido dado cumprimento aos mandados de prisão contra Edivan Constantino e Railton da Silva, os quais vão passar por audiência de custódia.

10 COMENTÁRIOS

  1. Caramba! Eles elucidaram o crime depois que todos, que têm whatsapp, já sabiam de tudo?
    Parabéns à nossa POLICIA!!!
    Talvez esteja aí o motivo de – até hoje – não terem elucidado o caso da menina Beatriz!
    Quando a população – em sua maior parte – diz que o “suspeito” é tal pessoa e a polícia não vai atrás no ato; o “suspeito” pode, inclusive, literalmente sumir ou “ser sumido” da face da Terra!
    É uma vergonha!

  2. Meu Deus! Uma garotinha de 2 aninhos ficou órfã de mãe, traumatizada pro resto da vida por causa de uma vingança egoísta.. Essa mulher não se sente capaz de arrumar outro homem pra ela? Que horror. Que doença e o pior, o pai dela apoiando todo esse ciúme doentio!
    É inaceitável.

  3. Justiça não condena ninguém por fofoca de WhatsApp. O trabalho da Polícia de investigar crimes é muito mais complexo que disse me disse de grupo em rede social. Se a suspeita já existia, a polícia fez o papel de investigar com base nisso e apresentar provas concretas sobre a participação dos suspeitos. Parem de desmerecer o trabalho da polícia!

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