Abaixo-assinado virtual reúne assinaturas para processar comunidade por atos contra aborto de menina de 10 anos abusada pelo tio

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Foto: Paulo Paiva/DP

Um abaixo-assinado virtual com o objetivo de processar a comunidade católica Porta Fidei – por conta dos protestos do domingo (16) contra a interrupção da gravidez de uma criança de dez anos – já foi assinado por quase 50 mil pessoas. A menina está internada no Cisam (foto), no Recife, onde aconteceram os protestos.

No abaixo assinado, disponível na change.org, está a justificativa para o processo: “A comunidade católica Porta Fidei realizou um storie onde uma moça falava sobre o caso da menina de 10 anos que foi abusada pelo tio, quebrando o sigilo que foi conferido à menina por lei e divulgando sua localidade, causando aglomeração e colocando em risco a vida da jovem e de sua família”.

A comunidade católica se define como uma associação privada de fiéis, “inspirada na Carta Apostólica, sob forma de Motu Proprio, Porta Fidei, do Sumo Pontífice Bento XVI”. Foi fundada em 29 de setembro de 2012, no Recife, e é composta por leigos que realizam atividades apostólicas inspirados sob o carisma de “defender a verdade, guardar a fé, pela salvação das almas e o bem da Santa Igreja”. A comunidade tem outros núcleos nas cidades de Arcoverde, Petrolina (ambas no Sertão do Estado) e Sumé, na Paraíba.

Aborto espontâneo

A criança de 10 anos que engravidou vítima do estupro conseguiu expelir o feto espontaneamente hoje (17), após indução iniciada ontem à noite pela equipe médica do Cisam. Segundo Benita Spinelli, coordenadora de enfermagem do órgão, a menina está acompanhada da avó e de uma assistente social que veio do Espírito Santo (onde o fato ocorreu) nesta manhã. Ela passa por uma avaliação multiprofissional que deve analisar a necessidade de retirar os últimos vestígios do feto por meio de uma curetagem. Segundo informações da Polícia Civil (PC) capixaba, a menina era abusada sexualmente há quatro anos pelo próprio tio, de 33. Ele está foragido. (Fonte: Diário de PE/Portal UOL)

7 COMENTÁRIOS

      • A mãe tem o direito de decidir se quer ou não continuar com aquela gravidez gerada de força criminosa, a minha preocupação com isso não é importante.

        Se você não quer abortos, chegue numa mulher estuprada que queria abortar e adote a criança, faça valer sua preocupação com a vida.

        • tambem penso assim tem que respeitar o desejo da menina, não é porque defendemos o aborto e sim o que a menina violada desejar… agora se nao fosse estupro e ela quisesse abortar isso sim estava errado. so quem esta julgando a menina nao sabe o que a menina passou esses tempo todo violentada e sendo ameaçada…. feio é gente adulta que vai se esfregar com os machos e abortam e o povo nao estao nem ai.. é muita hipocrisia nesse brasil

          esses protestantes deveriam eram protestar por leis mais duras para estupradores

  1. SE O INFELIZ OU MELHOT MONSTRO? QUE DEVIAM ERA IR PARA RUAS PARA MUDAR COD PENAL BRASIL QUE MUITO MOROSO. ESSE É OUTROS COMO MAUS TRATO DE CRIANCAS,ANIMAIS E INCAPAZES DEVIAM APODRECER NA CADEIA . OUTRA DEVIAM COLOCAR NAS PIORES CELAS. DEMONIO.
    QUANTO CRIANCA NAO TINHA OUTRA ALTERNATIVA É POBRE MENINA TA MARCADA PARA SEMPRE.

  2. Eita povo pra gostar de polêmica. Pronto, já aconteceu o aborto, nada muda mais o fim da história. A menina precisa ser acompanhada pelos profissionais para recuperar sua auto estima e que Deus a ajude nessa etapa triste da sua vida. Sempre vai ter pessoas contra e a favor em alguma situação. A menina não queria nem saber de ter esse filho, dava crises. A avó concordou, a justiça determinou, o que o povo tem com isso? Gostam de tumulto. Misericórdia! Não assino nada.

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