O Ministério Público de Contas de Pernambuco (MPC-PE) solicitou ao Tribunal de Contas do Estado (TCE-PE) a abertura de uma auditoria especial para investigar denúncias de precarização na Unidade Mista Dr. João Marynk, no município de Catende (Mata Sul). O pedido requer também uma medida cautelar para apurar possíveis irregularidades na aquisição e distribuição de medicamentos à população.
A ação, conduzida pela procuradora-geral adjunta Eliana Lapenda Guerra, foi motivada pela denúncia de um cidadão informando que a unidade de saúde teria sido fechada no dia 2 de dezembro de 2025. O relato foi acompanhado por um vídeo, gravado por um vereador da cidade, que expõe a falta de remédios e falhas na higienização do estabelecimento.
Questionada oficialmente pelo MPC-PE, a Prefeitura de Catende negou o fechamento da unidade e classificou a denúncia como “desconexa da realidade“. Para fundamentar sua resposta, a gestão municipal apresentou as escalas de médicos, enfermeiros e da equipe técnica referentes àquele mês.
O MPC-PE, no entanto, considerou a documentação insuficiente para comprovar o funcionamento adequado do local. Segundo o órgão, a simples apresentação de escalas de servidores perde a utilidade prática se não houver a oferta de instrumentos e insumos básicos para o atendimento aos pacientes. Diante do impasse, o MPC-PE requer que a auditoria especial verifique as reais condições operacionais da unidade de saúde e fiscalize se a prefeitura está cumprindo a aplicação mínima anual obrigatória de recursos oriundos de impostos no setor.


