Quem procurou a Policlínica Municipal de Petrolina, na manhã desta segunda-feira (25), foi obrigado a passar pela demora nos atendimentos e a superlotação na unidade. Uma moradora, que preferiu não se identificar, informou ter chegado à Policlínica por volta das 7h com o filho e, até perto das 9h, ele ainda não havia sido atendido.
Segundo o relato, ao buscar informações na recepção sobre qual médica realizaria o atendimento, ela contou que não recebeu esclarecimentos sobre a previsão. A comunitária também disse ter foi informada posteriormente de que a equipe aguardava a liberação de uma sala para continuidade dos atendimentos.
Os moradores também citaram grande movimentação e aglomeração na unidade durante o período da manhã. O Blog entrou em contato com a assessoria de comunicação da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) sobre o assunto e aguarda um posicionamento.



Enquanto Raquel Lyra não construir 2 ou mais hospitais estaduais em Petrolina, essa situação na saúde não vai melhorar. A Capital do São Francisco está perto de 500 mil habitantes e até hoje não tem um único grande hospital geral do estado. É a única cidade média do Brasil que não tem um hospital regional geral. Constitucionalmente a obrigação da média e alta complexidade é do Estado de Pernambuco. A Constituição Federal de 1988 estabelece que aos municípios cabe, prioritariamente, a gestão e a execução dos serviços de atenção básica à saúde com apoio financeiro da União e do Estado. O governo Federal ajuda, via SUS, mas o governo estadual não faz a parte dele, que é construir grandes hospitais na cidade, e nem ajuda o município a prestar o serviço da atenção básica (posto de saúde, UBS) conforme determina a Carta Magna.
Em certas clínicas particulares às vezes a demora chega a ser mais que isso
Petrolina -PE não tem um hospital geral de clínicas, mas em breve vai ter quinhentos mil habitantes, jogados a própria sorte.