A equipe do Projeto Pollinova, do Centro de Conservação e Manejo de Fauna da Caatinga (Cemafauna) da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf), vinculado ao edital Facepe ‘Pernambucanas Inovadoras’, esteve na última semana nas fazendas da empresa Agrodan Agropecuária Roriz Dantas, em Belém do São Francisco (Sertão de Itaparica), realizando uma nova etapa de validação em campo. A ação envolveu a revisão das colônias de abelhas nativas, dos sensores inteligentes e do protocolo de manejo aplicado à cultura da manga, além da instalação e testes de dispositivos de captura de imagens e dados diretamente nas panículas (flores), permitindo um monitoramento mais preciso da polinização.
A atividade também marcou a transferência e o reposicionamento de novas colônias em fase pós-validação, fortalecendo a aplicação prática da tecnologia em condições reais de cultivo. Participaram das ações a pesquisadora do Cemafauna/Univasf e representante da startup BeeINova, Aline Andrade, agrônomos e auxiliares de campo da Agrodan, o meliponicultor Ramón Bezerra e a equipe de suporte logístico.
Para a pesquisadora Aline Andrade, o momento representa um avanço importante na consolidação da proposta do projeto. “A gente está conseguindo integrar, de forma muito aplicada, o conhecimento ecológico com a tecnologia. Quando a gente observa as abelhas em campo, junto com os dados que os sensores estão gerando, conseguimos entender melhor o comportamento delas e ajustar o manejo para potencializar a polinização. Isso impacta diretamente na produtividade e na qualidade dos frutos“, destacou.
A coordenadora do Cemafauna, professora Patrícia Nicola, ressalta o papel estratégico da iniciativa. “O Pollinova é um exemplo de como a ciência pode gerar soluções concretas para o setor produtivo, sem perder de vista a conservação da biodiversidade. Trabalhar com abelhas nativas, aliando inovação tecnológica e parcerias com o setor agrícola, fortalece não só a fruticultura do Vale do São Francisco, mas também o compromisso com práticas mais sustentáveis“, afirmou.


