Uma situação considerada preocupante foi relatada por um paciente que esteve no Hospital Regional de Juazeiro (HRJ) no último domingo (15). Segundo ele, a unidade estaria enfrentando superlotação, com pacientes acomodados em macas nos corredores enquanto aguardam atendimento ou internação. O cenário encontrado dentro do hospital chamou a atenção pela falta de estrutura para acolher a demanda de pacientes.
“A situação do Regional é preocupante. Havia macas pelos corredores, pacientes internados fora das enfermarias e até um senhor idoso recebendo uma sonda em uma maca no corredor, praticamente ao nível do chão. Uma situação totalmente indigna”, afirmou. Ainda segundo o paciente, além das macas espalhadas pelos corredores, algumas pessoas estariam sendo atendidas fora das enfermarias, em condições consideradas inadequadas. Mesmo após passar por reforma e ampliação, a unidade não estaria conseguindo absorver a quantidade de pacientes que chegam diariamente em busca de atendimento.
“O hospital passou por reforma e grande ampliação, mesmo assim não consegue suportar a quantidade de pacientes que chegam todos os dias precisando de internação. Se as pessoas já precisam ficar nos corredores, no mínimo deveriam estar em camas, e não em macas”, disse.
O paciente ainda destacou dificuldades enfrentadas pela população no acesso ao atendimento de urgência, citando problemas relacionados ao serviço do Samu e à Unidade de Pronto Atendimento de Juazeiro e cobrou uma mobilização de autoridades políticas para buscar soluções para a saúde pública no município. “A saúde precisa ser prioridade. Antes de obras e pavimentações, o povo quer dignidade quando chega ao hospital com dor. Não se trata apenas de pintura ou reforma de prédios, mas de leitos, camas e estrutura para atender a população”, ponderou. “Fica a cobrança para que busquem mais investimentos em leitos e estrutura para a unidade. Mesmo sendo um hospital estadual, o prefeito tem força política e poderia reunir vereadores, deputados e gestores da saúde para cobrar providências para Juazeiro”, destacou. A Redação encaminhou a demana para o HRJ e aguarda um posicionamento sobre a situação.


