A bancada de oposição na Câmara de Vereadores de Petrolina enfrentou, mais uma vez, a força da maioria dos governistas e amargou nova derrota. O estopim do embate foi o Requerimento nº 086/2026, de autoria do Professor Gilmar Santos (PT), solicitando um relatório detalhado das operações de crédito de quase R$ 700 milhões, autorizadas pela Casa Plínio Amorim.
O montante seria destinado a obras voltadas ao Programa ‘Minha Casa Minha Vida’, pavimentação asfáltica, saneamento e drenagem – entre outras. A matéria chegou a receber pedido de destaque, mas foi rejeitada por 12 votos contrários e três favoráveis.
Os vereadores que votaram a favor do requerimento foram Professor Gilmar (autor do requerimento), o líder oposicionista Ronaldo Silva (PSDB) e Dhiego Serra (PL). Votaram pela derrubada do documento o líder governista Diogo Hoffmann (UB), Roberto da Gráfica (DC), Aero Cruz (PDT), Maria Elena (UB), Rosarinha Coelho (UB), Capitão Alencar (PP), Josivaldo Barros (Republicanos), Marquinhos Amorim (Republicanos), Júnior Gás (Avante), Cláudia Ferreira (DC), Ronaldo Cancão (Republicanos) e Gaturiano Cigano (PV). A única abstenção foi do vereador Wanderley Alves (PDT).
Como não seria diferente, as farpas marcaram as discussões acerca do debate. Enquanto Dhiego Serra afirmou que que sempre que a oposição solicita transparência da atual gestão, os aliados do prefeito Simão Durando (UB) “ficam com medo” de passar as informações. “quem não deve não teme”, desabafou Serra, citando obras como o ‘asfalto Sonrisal’ implantado em vários bairros da periferia. Já Cancão chamou os oposicionistas de “caras de pau” porque votaram contra os investimentos para Petrolina. “Suas excelências receberam o projeto com a meta de investimentos, e o dinheiro não entrou. O governo tinha dotação orçamentária para tomar o empréstimo, e até dobrado, de quase R$ 1 bilhão”, completou Cancão. Ele acrescentou ainda que os recursos foram concretizados em obras como escolas em tempo integral e pavimentação de mais de mil ruas. Em tom duro, ele lamentou o “discurso político” dos oposicionistas de alegarem que a base vota contra o povo por não aprovar o requerimento. “A oposição não cabe nem num Fusca. Quem vota contra o povo é quem votou contra os investimentos“, desabafou.



Imagina esse Wanderley Alves e esse Gaturiano esses mamando muito,dos outros já se sabem que é da mesma cozinha, vai confiar no ser humano, entrou no poder a primeira coisa que faz é se corromper.
Relatório detalhado nada mais é que o atendimento ao princípio constitucional da transparência que, aliás, é dever de toda a Administração pública prestar, independentemente de pedido. O problema é que Petrolina não tem vereadores sérios. Temos investidores que se utilizam do mandato para o proveito próprio. A contrapartida vem com designação de secretarias e cargos comissionados, utilizados pelos vereadores para empregarem os amiguinhos, futuros cabos eleitorais, pagos com o dinheiro público. É o tipo lixo de política que funciona em Petrolina, especialmente. Evidentemente que há outras sujeiras por trás de tudo isso. A propósito, tem algum vereador, fiscal do e a serviço do povo, acompanhando o Inquérito do Supremo sobre o desvio de emendas envolvendo políticos de Petrolina? A coisa é séria e de interesse público.