Um dos imóveis mais emblemáticos de Petrolina está passando por uma nova fase. Conhecida popularmente como Casa Navio, a construção – que chama atenção pela arquitetura singular – será transformada na Casa Sertão 2026, iniciativa que une cultura, memória e valorização da identidade sertaneja.
Localizada na área central da cidade, a casa se tornou ao longo dos anos um verdadeiro marco urbano. Seu formato inspirado em uma embarcação fez com que o imóvel ganhasse o apelido carinhoso de “Casa Navio”, tornando-se uma das construções mais curiosas e fotografadas de Petrolina.
A residência foi projetada pelo saudoso arquiteto Cosme Cavalcante. O projeto se destaca pela criatividade e pelo traço autoral, características que transformaram o imóvel em um símbolo arquitetônico da cidade.
O imóvel pertence à família de José Moxotó Filho, comerciante histórico de Petrolina (falecido em novembro de 2024). Ao longo das décadas, a casa tornou-se uma referência afetiva para muitos moradores, sendo lembrada como um dos espaços mais peculiares da arquitetura petrolinense.
Adaptação
Agora, o local passa por um processo de adaptação para sediar a Casa Sertão 2026, projeto que pretende transformar o imóvel em um espaço de experiências culturais, reunindo arte, design, gastronomia e iniciativas ligadas à economia criativa do sertão. A edição deste ano traz como conceito “Porto Sertanejo”, uma proposta simbólica que dialoga diretamente com a arquitetura da casa. Assim como um porto, o espaço será pensado como lugar de chegada, partida e encontros — um ponto de conexão entre tradição, cultura e novas expressões criativas do sertão nordestino.
A iniciativa também reforça a importância de preservar e ressignificar espaços que fazem parte da memória urbana da cidade. Ao transformar a Casa Navio na Casa Sertão 2026, o projeto propõe unir patrimônio arquitetônico, cultura e turismo, fortalecendo o reconhecimento de Petrolina como um território de identidade e criatividade no Sertão do São Francisco.


