Sem Bolsonaro, PSD turbina centro-direita com chegada de Caiado

por Carlos Britto // 28 de janeiro de 2026 às 09:00

Foto: Instagram/perfil de Ronaldo Caiado

Com o anúncio do governador de Goiás, Ronaldo Caiado, de que deixará o União Brasil para se filiar ao PSD de Gilberto Kassab, o partido embaralha o tabuleiro eleitoral de 2026 e mexe nas articulações dos palanques estaduais.

O objetivo inicial e principal — segundo lideranças — é se colocar como alternativa de centro-direita sem Bolsonaro, com nomes para um pós-bolsonarismo.

Nos bastidores, o movimento é visto como o mais relevante no campo desde o anúncio da pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), em dezembro do ano passado, apresentado por Jair Bolsonaro como seu escolhido.

Agora, Caiado passa a integrar um trio com os governadores Ratinho Júnior (PSD-PR) e Eduardo Leite (PSDB-RS). Pelo desenho atual, um desses nomes deve sair como cabeça de chapa numa futura candidatura presidencial.

Ao Blog da Andréia Sadi, Caiado afirmou que o compromisso firmado com Kassab é garantir liberdade total ao escolhido para compor palanques. “Se eu for o candidato, por exemplo, subo no palanque do Neto, na Bahia”, disse o governador goiano.

Fator Tarcísio

Nos bastidores, o movimento de Kassab foi visto também como uma sinalização clara de que o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), está saindo do jogo. Kassab sempre defendeu o nome de Tarcísio como sucessor natural de Bolsonaro. Mas com o anúncio do nome de Flávio, o PSD passou a trabalhar com a hipótese de candidatura própria.

Se Tarcísio for candidato, Kassab estará com ele. Por isso, quem acompanha as articulações de bastidor avalia que Kassab não faria esse movimento ousado se não estivesse apostando que Tarcísio está fora.

Ainda assim, mesmo com a candidatura de Tarcísio cada vez mais remota, já que depende do recuo de Flávio, se algo mudar até a consolidação das candidaturas, para Tarcísio é mais fácil negociar com Kassab e com o PSD no campo da centro-direita.

Incluindo o nome de um vice na chapa, por exemplo. Ou, em outro cenário, até a negociação da retirada do PSD da disputa torna-se mais fácil, uma vez que o presidente do partido é aliado do governador paulista e sonha com o Palácio dos Bandeirantes. Por ora, a posição oficial de Flávio Bolsonaro é comemorar. Com essa nova configuração para concorrer ao Planalto, a aposta de lideranças partidárias do partido é de que o — com esses candidatos — racha o centro com o qual Lula está contando — e em um eventual segundo turno, une-se ao petista. “Criou se uma alternativa de um nome que vai buscar centro-direita nessa discussão”, Caiado disse ao blog. (Fonte: g1)

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