22ª edição do FESC consagra música ‘Ser Maria’, de compositor petrolinense e interpretada por juazeirense

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Foto: Ascom PMJ/divulgação

O 22º Festival Edésio Santos da Canção (FESC) consagrou na noite do último sábado (14) a música ‘Ser Maria’, de autoria de Amauri Plácido da Silva Neto, interpretada magistralmente pela cantora Alcina Gonçalves, de Juazeiro (BA). Ela foi a ganhadora também do prêmio do Júri Popular, eleita em votação do público.

O evento aconteceu no palco montado na Orla II de Juazeiro, às margens do Rio São Francisco, sob as bênçãos do cantor Geraldo Azevedo, estrela que encerrou o festival. Aplaudida pelo público desde sua apresentação na fase inicial, Alcina Gonçalves revelou: “entre tantas belas canções, não esperava que fosse conquistar o grande prêmio. Estou feliz, agradeço a Amauri e ao público que me apoiou desde a primeira apresentação“.

Com perda de parte dos sentidos da visão e audição, Alcina fez elogios à organização do festival, que ela chamou de inclusiva. “Em nenhum momento me senti excluída do contexto desse grande evento. Pelo contrário, virei mais uma entre tantas e tantos que subiram ao palco para mostrar o seu trabalho“, agradeceu.

Autor da música que arrebatou os jurados e a plateia, o petrolinense Amauri Plácido nunca havia participado de um festival. “É a minha primeira vez num festival e não esperava essa apoteose. Acredito que o êxito da sua canção foi a interpretação magistral de Alcina. Ao ouvi-la cantar a música ‘Fogo Pagou’, de Luiz Gonzaga, me encantei pela voz dela”, revela.

A 22ª edição do FESC entra para a história entre aquelas que apresentaram as melhores músicas nos últimos anos. A poesia das letras, o esmero nos arranjos e o talento dos e das intérpretes ganharam de músicos profissionais e do público em geral fartos elogios.

Geraldo Azevedo

Anunciado como a grande atração do encerramento do festival deste ano, o petrolinense Geraldo Azevedo correspondeu plenamente às expectativas do público  mostrando o porquê é um dos grandes artistas da MPB. Sentindo-se em casa, Geraldinho soltou seu repertório já conhecido pelos fãs.

É uma honra muito grande participar desse festival que leva o nome de Edésio Santos, que foi uma pessoa com quem eu convivi. Foi Edésio quem me apresentou a João Gilberto. Edésio foi um mestre para mim no tempo do Sambossa, que tinha Fernandinho, Toinho, Felipão. Eu era o mais novo naquele tempo e aprendi demais com eles. Edésio chegando perto de João Gilberto sempre, mostrando pra mim um caminho novo na música. Foi uma abertura muito grande pra minha carreira. E participar desse festival homenageando essas pessoas todas me deixa muito feliz. Cantar em Juazeiro é maravilhoso, porque é a mesma coisa de cantar na minha terra“, exaltou o cantor.

O secretário Sérgio Fernandes, titular da pasta de Cultura, Turismo e Esportes (responsável pela organização do festival), não disfarçava o contentamento pelo sucesso de público e crítica alcançado pelo evento, que esse ano fez justa homenagem a dois ícones da música: o genial João Gilberto e o carismático Neto, da dupla Neto e Mundinho. “Nós, que fazemos o Governo Paulo Bomfim, nos orgulhamos do que representa o Edésio Santos para a música em geral. Agora que as cortinas se fecharam, é hora de comemorar, agradecer a essa equipe maravilhosa e já começar a planejar o próximo“, avaliou.

Ganhadores

Os ganhadores do 22º FESC foram os seguintes:

1º lugar (R$ 10 mil) – ‘Ser Maria’, de Amauri Plácido, de Petrolina, interpretado por Alcina Gonçalves, de Juazeiro;

2º lugar (R$ 8 mil) – Gumbé, de Carlos Gomez, de Praia Grande (SP), interpretado por Jessica Stephens, de Manaus;

3º lugar (R$ 6 mil) – Ainda há tempo, de Keréto, de Campo Formoso (BA), autor e intérprete;

Melhor intérprete (R$ 3 mil) – Jessica Stephens, de Manaus (AM), pela canção Gumbé;

Prêmio do Júri Popular (R$ 2 mil) – Alcina Gonçalves, intérprete da música ‘Ser Maria’.

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