Vereadores de Carnaíba querem saber para onde foram mais de R$ 200 mil destinados à recuperação de barragem

Os vereadores de Carnaíba, sertão do Pajeú, Gleybson Martins (PDT), Preguinho e Anchieta Crente, ambos do PR, estiveram visitando a Barragem do Chinelo, que abasteceu por mais de 30 anos a cidade e recentemente teve destinado o valor de mais de R$ 174 mil pela Secretaria Estadual do Desenvolvimento Econômico do Estado para a limpeza do reservatório.

A curiosidade dos parlamentares que querem formar uma grupo para implantar uma sindicância para saber para onde foram destinados o valor total, pois a obra executada na barragem não ultrapassa R$ 25 mil, conforme levantaram.

Informações de moradores da área afirmam que o único material que chegou ao local foram doze (12) sacos de cimentos e cinco (05) caçambas de britas, além da terraplanagem da parede da barragem que foi feita pela patrol da prefeitura de Carnaíba.

“Uma só pá de terra não foi tirada do fundo da barragem, esse dinheiro daria pra ter feito muito mais do que isso”, diz um morador da margem da barragem.

Desde 2012 que o vereador Anchieta Crente (PR) luta pela recuperação da barragem que está assoreada, encaminhando ofícios para o governo do estado, prefeitura de Carnaíba e à Agência Pernambucana de Águas e Clima – APAC.

O caso será levado ao plenário da Câmara de Vereadores de Carnaíba na sessão ordinária desta sexta-feira (10), onde os vereadores cobrarão esclarecimentos à Compesa e Secretaria de Desenvolvimento de Pernambuco, pasta essa comandada pelo vice-governador do estado, Raul Henry. (Com informações do Blog de Cauê Rodrigues)

Presidente do Cremepe confirma que HU teve portões fechados no último sábado; Sindicância vai apurar os fatos

Hospital Universitário

O presidente do Conselho Regional de Medicina de Pernambuco (Cremepe), Sílvio Rodrigues, confirmou algumas denúncias veiculadas na mídia da região referentes à precariedade nos serviços oferecidos pelo Hospital Universitário (HU) de Petrolina. De acordo com ele, o Ministério Público Federal (MPF) já tinha pedido para que o Conselho viesse à Petrolina para realizar novas averiguações na unidade de saúde e apurar a denúncia de que o portão do HU foi fechado na madrugada do sábado (12), para o domingo (13), impossibilitando a entrada de pacientes que precisavam de atendimento. (mais…)

PM-BA abre sindicância para apurar denúncia de agressão física a professor da Univasf em abordagem policial

O professor da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf), Nilton de Almeida, esteve na manhã de ontem (10) na 75ª Companhia Independente de Polícia Militar (CIPM), em Juazeiro (BA), para procedimento de oitiva referente à sindicância que apura denúncia de agressão física e abuso de autoridade de policiais da 75ª CIPM. O fato, repercutido na imprensa local, ocorreu em abordagem policial, no dia 28 novembro de 2015, próximo à residência do professor. Durante a oitiva, de aproximadamente quatro horas, Nilton de Almeida reafirmou a queixa que fez junto ao Comando de Policiamento – Regional Norte, dois dias após a ocorrência do fato. Naquela ocasião, ele foi acompanhado do reitor da Univasf, Julianeli Tolentino de Lima que ressaltou o empenho da universidade e da comunidade acadêmica para que as autoridades respondam à respectiva denúncia.

O caso que de imediato recebeu apoio da Reitoria, também repercutiu no Conselho Universitário (Conuni). Em reunião, no dia 29 de janeiro, o órgão máximo da instituição, manifestou-se oficialmente, tendo os conselheiros redigido documento intitulado Moção de Repúdio às Agressões ao Professor Nilton de Almeida, e publicado no site da universidade no último dia 12 de fevereiro. Na Presidência do Conuni, o reitor Julianeli Tolentino também designou, entre os conselheiros, dois membros para comporem uma comissão de acompanhamento perante os órgãos responsáveis. Foram designadas as professoras Clarissa Campello Ramos e Márcia Medeiros de Araújo que, espontaneamente, colocaram os seus nomes para atuarem como representantes da universidade neste episódio que envolveu o professor Nilton de Almeida.

Sobre a denúncia

Conforme professor Nilton, um dos policiais militares que lhe fizeram a abordagem, agrediu-o fisicamente durante a revista. Ele afirma que recebeu um tapa no rosto, foi algemado e encaminhado, dentro do presídio de uma viatura, à delegacia, onde permaneceu algemado por aproximadamente dez minutos. Ele disse ainda que a moto que dirigia foi apreendida e que não recebeu nenhum documento de apreensão do veículo. No Termo de Declaração do professor Nilton, lavrado na presença da autoridade policial encarregada da sindicância, subtenente Carla Sena Nascimento dos Santos, também consta o seguinte depoimento: “Mesmo tendo sido identificada sua residência, mesmo na presença de crianças e adultos vizinhos, foi constrangido, agredido e não foi respeitado nem como morador, nem como cidadão. É uma pessoa livre e que os negros têm direito à liberdade e à vida”.

Ao falar sobre o assunto, Nilton não esconde a decepção pelo constrangimento que disse ter sentido perante a família e vizinhos. “Eu lembro cada detalhe e cada vez que relato este fato é muito difícil para mim”, frisa. Segundo a subtenente Carla Sena, nos próximos dias a Companhia irá proceder as oitivas das testemunhas e dos policiais envolvidos. Ela esclarece que concluída esta fase da sindicância, emitirá parecer a ser encaminhado ao Comando da 75ª CIPM e destaca que comprovada autoria e materialidade de infração administrativa, outros encaminhamentos serão necessários, podendo culminar em Processo Administrativo Disciplinar ou em outro procedimento para avaliar as punições cabíveis.

Nilton de Almeida, 37 anos, é professor de História do Brasil, lotado no Colegiado de Ciências Sociais da Univasf, doutor em História Social, ativista do Movimento Negro e coordenador do Mês das Consciências Negras, na região. Sindicalista, recentemente foi eleito presidente da Seção Sindical dos Docentes da Univasf (Sindunivasf). (fonte/foto: Gabinete da Reitoria da Univasf)

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