Temer terá semana decisiva e pode ser denunciado por corrupção passiva

A semana será decisiva para o presidente Michel Temer (PMDB). A expectativa é de que o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, apresente denúncia contra ele no inquérito sobre as gravações da JBS. Neste domingo (25), Temer chamou ao Palácio do Jaburu aliados para traçar cenários de defesa. Recebeu a ministra Grace Mendonça, advogada-geral da União, e também o ministro da Secretaria-Geral, Moreira Franco.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) está finalizando, fazendo os últimos ajustes na denúncia contra Temer, que deve ser apresentada nesta segunda-feira (26) ou no máximo na terça (27). Temer deve ser denunciado por corrupção passiva. A denúncia contra  o presidente tem que ser apresentada no Supremo Tribunal Federal (STF).

O relator da Lava Jato, ministro Luiz Edson Fachin, pode seguir dois caminhos: ouvir primeiro as partes envolvidas – Temer e o Ministério Público – ou enviar logo a denúncia para a Câmara.  Por se tratar do presidente da República, a denúncia só pode seguir adiante com a aprovação dos deputados. (fonte: G1-DF/foto: reprodução)

Paulo Câmara rebate insinuações de executivo da JBS e garante: “Só tenho dois patrimônios, minha família e meu nome”

O governador de Pernambuco, Paulo Câmara (PSB), reagiu ontem (22) com indignação às insinuações feitas, em delação premiada, pelo executivo da empresa JBS, Ricardo Saud. “Quero dizer que estou indignado, mas não vou baixar a cabeça. Eu tenho o compromisso de trabalhar por Pernambuco e vou continuar trabalhando. Sou servidor público. Vivo do meu salário e só tenho dois patrimônios: a minha família e meu nome. E ninguém vai manchá-los”, declarou Paulo Câmara, durante cerimônia no Palácio do Campo das Princesas.

O socialista voltou a ressaltar que sua campanha a governador, em 2014, não teve recursos da JBS.”A minha campanha eleitoral de 2014 não recebeu recursos da empresa JBS. Quero dizer isso porque nem minha campanha, nem o PSB estadual recebeu nenhum centavo desta empresa. As doações que a JBS fez foram ao PSB nacional, que registrou. Está tudo registrado nas doações do PSB nacional”, discursou Paulo. “Essa própria pessoa que está fazendo a delação foi muito textual ao dizer que a doação ao PSB nacional ocorreu sem nenhuma contrapartida e sem nenhum benefício”, completou.

Paulo Câmara lembrou que na Petição 7.003 do Ministério Público Federal, assinada pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, que trata da delação premiada da JBS, não há menção ao nome dele, nem do prefeito Geraldo Julio e nem do ex-governador Eduardo Campos. A petição foi acolhida pelo relator do processo no Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin. As informações são da Secretaria Estadual de Imprensa. (Foto/reprodução)

Temer critica autenticidade de áudio e deve acionar STF pedindo suspensão de inquérito

O presidente Michel Temer afirmou neste sábado (20), em pronunciamento de 12 minutos e meio no Palácio do Planalto, que ingressará no Supremo Tribunal Federal (STF) com um pedido de suspensão do inquérito aberto com autorização do ministro Edson Fachin para investigá-lo por suspeita de corrupção passiva, obstrução à Justiça e organização criminosa. O pedido foi protocolado por volta das 16h, depois de concluído o pronunciamento.

Ele também afirmou que não deixará a Presidência da República. “Digo com toda segurança: o Brasil não sairá dos trilhos. Eu continuarei à frente do governo”.

Na noite de 7 de março deste ano, Temer recebeu o empresário Joesley Batista, dono do frigorífico JBS, na residência oficial do Palácio do Jaburu. O empresário registrou a conversa com um gravador escondido e depois apresentou a gravação a investigadores da Operação Lava Jato, da qual se tornou delator.

No pedido de abertura de inquérito ao STF, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, afirmou que a conversa indica “anuência” de Temer ao pagamento de propina mensal, por Joesley, para comprar o silêncio do ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), preso em Curitiba pela Operação Lava Jato.

“Li hoje no jornal ‘Folha de S.Paulo’ notícia de que perícia constatou que houve edição no áudio de minha conversa com o sr. Joesley Batista. Essa gravação clandestina foi manipulada e adulterada com objetivos nitidamente subterrâneos. Incluída no inquérito sem a devida e adequada averiguação, levou muitas pessoas ao engano induzido e trouxe grave crise ao Brasil. Por isso, no dia de hoje, estamos entrando com petição no Supremo Tribunal Federal para suspender o inquérito proposto até que seja verificada em definitivo a autentiticidade da gravação”, declarou o presidente.

Nota

Logo após o pronunciamento, o advogado Francisco Assis, que participou do acordo de delação da JBS, afirmou que não houve edição do áudio e divulgou a seguinte nota: “O áudio reflete uma gravação amadora feita por Joesley, tem 38 a 40 minutos, foi o tempo contando entrada e saída do local. Não há absolutamente nenhuma edição. Temos cópia do material original, está sendo mantida em local seguro. Entendemos o argumento da defesa de questionar, mas lembramos que Temer não nega a reunião e nem os assuntos tratados. Pretendemos fazer uma perícia própria e de forma alguma nos opomos a uma perícia. Só esperamos que o governo não use o sistema para tentar anular o áudio“. (Fonte: G1/foto arquivo reprodução)

Paulo Câmara rebate acusações de delator da JBS

Por meio de nota da Secretaria Estadual de Imprensa, o governador de Pernambuco Paulo Câmara (PSB) se manifestou, no início da noite de hoje (19), sobre as acusações do diretor da empresa JBS na delação que fez à Lava-Jato. O socialista negou veementemente que tenha recebido propina para sua campanha de 2014, e garante que todas as doações foram feitas “dentro da lei”.

Confiram, na íntegra, a nota de Câmara:

Venho repudiar, veementemente, a exploração política do depoimento do delator Ricardo Saud, que, já antecipo, não corresponde à verdade. Não recebi doação da JBS de nenhuma forma. Nunca solicitei e nem recebi recursos de qualquer empresa em troca de favores. Tenho uma vida dedicada ao serviço público. Sou um homem de classe média, que vivo do meu salário.

Como comprovará quem se der ao trabalho de ler o documento que sintetiza a delação, o próprio delator afirma (no anexo 36, folhas 72 e 73) que nas doações feitas ao PSB Nacional “não houve negociação nem promessa de ato de ofício”, o que significa que jamais houve qualquer compromisso de troca de favores ou benefícios. Desta forma, é completamente descabido o uso de expressões como “propina” ou “pagamento”.

Reafirmo a Pernambuco e ao Brasil que todas as doações para a minha campanha foram feitas na forma da lei, registradas e aprovadas pela Justiça Eleitoral”.

Paulo Câmara/Governador de Pernambuco

Políticos pernambucanos entram na delação da JBS

Depois do áudio gravado pelo proprietário do frigorífico JBS, Joesley Batista, mostrando o presidente da República, Michel Temer (PMDB), dando o aval para que ele ‘comprasse o silêncio’ do ex-deputado federal Eduardo Cunha, agora foi a vez do diretor da empresa, Ricardo Saud, afirmar em delação à força-tarefa da Lava Jato, ter pago propina a três lideranças políticas do PSB de Pernambuco: o governador Paulo Câmara, o senador Fernando Bezerra Coelho e o prefeito do Recife, Geraldo Julio.

Saud revelou que a negociação da propina teria começado no ano de 2014, com um acerto para pagar R$ 15 milhões à campanha do então candidato a presidente da República, Eduardo Campos (morto em acidente aéreo naquele mesmo ano).

Dos três socialistas, apenas o senador FBC se pronunciou por meio de sua assessoria jurídica.  “A defesa do senador, representada pelo advogado André Luiz Callegari, afirma que todas as doações para a campanha de Fernando Bezerra Coelho ao Senado foram devidamente declaradas e aprovadas pela Justiça Eleitoral. A defesa do parlamentar, que não teve acessos aos referidos autos, repudia as declarações unilaterais divulgadas e ratifica que elas não correspondem à verdade”, afirmou, em nota. (Foto: Guga Matos/JC Imagem)

Dos três ministros pernambucanos que sinalizaram saída do Governo Temer, só Roberto Freire deixa cargo

As denúncias que atingiram o presidente Michel Temer (PMDB) provocaram um fenômeno, no mínimo, curioso ao longo desta quinta-feira (18): o efeito ‘ioiô’ em alguns ministros que ensaiaram a saída do Governo e ficaram. Na noite da quarta-feira (17), horas depois da divulgação de trechos da delação premiada dos donos da JBS, começou a correr a informação de que o ministro das Cidades, Bruno Araújo, defendia no partido o desembarque do Governo Temer e a entrega dos quatro ministérios do PSDB na gestão do peemedebista, inclusive o seu. Só que não.

No meio da tarde desta quinta-feira (18), uma hora antes de o presidente Temer fazer o seu pronunciamento do “fico”, os meios de comunicação começaram a informar que o PPS havia decidido que, caso o peemedebista não renunciasse, seus dois ministros – Raul Jungmann (Defesa) e Roberto Freire (Cultura), deixariam os cargos. Só que não.

Das três promessas de debandada, Roberto Freire ficou só. Foi o único que levou adiante a sua ideia inicial e deixou a pasta. Seu companheiro de partido, Raul Jungmann, licenciado da sua vaga de suplente de deputado federal, disse ter recebido um apelo dos comandantes das Forças Armadas para continuar.

Bruno Araújo, como bom tucano, fez que ia e não foi. Anunciou, por meio da sua assessoria, “que permanece no Governo Federal a pedido do partido, o PSDB”. A sigla, por sua vez, aguarda a divulgação do conteúdo das gravações dos executivos da JBS para, só então, se pronunciar.

Mendonça e Fernando Filho

Outros dois ministros pernambucanos não se pronunciaram. Mendonça Filho (Educação) é do mesmo partido do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), primeiro na linha de sucessão de Michel Temer. Já Fernando Filho, das Minas e Energia, recebeu e ignorou a recomendação do presidente do PSB, Carlos Siqueira, para que deixasse o cargo. Assim como fez quando foi indicado à revelia do partido, permanece no ministério. (Fonte/foto montagem: Blog da Folha)

Temer diz que não renuncia e pede pressa em investigações

Desabafando sobre o que chamou de “escutas não autorizadas para trazer de volta o fantasma da crise”, o presidente da República, Michel Temer (PMDB), reafirmou em pronunciamento nesta quinta, 18, que não renunciará ao cargo e pede que da mesma forma que foram rápido em apresentar as denuncias contra ele que também sejam para investigar e apresentar a verdade.

Digo e repito. Não autorizei a compra de silêncio de ninguém. Não preciso de cargo público. Nunca autorizei que usassem meu nome indevidamente e as investigações irão mostrar que não tenho nada a ver com esse fato. Só espero que como foram rápidos em revelar gravações clandestinas que sejam rápidos nas investigações”, discursou.

O presidente ainda citou que está preparado para responder a qualquer processo e não teme nenhuma delação. “Sei o que fiz. Quero pressa nas investigações. Meu único compromisso é com o Brasil”, completou em sua fala que aconteceu no Palácio do Planalto.

Temer fez o pronunciamento motivado pela delação premiada dos empresários Joesley e Wesley Batista, donos da JBS, publicadas ontem no portal do jornal O Globo As delações já foram homologadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Nesta quinta, 18, o ministro Edson Fachin, relator da Operação Lava Jato no STF, autorizou a abertura de inquérito para investigar o presidente. (Foto/arquivo)

 

 

Dono da JBS grava conversa de Temer dando aval para ‘comprar silêncio’ de Eduardo Cunha

Em negociação para fechar um acordo de delação premiada com a Procuradoria-Geral da República, o dono da JBS (maior empresa de proteína animal do planeta), Joesley Batista, gravou um áudio em que o presidente Michel Temer aparece dando aval para o pagamento de uma mesada ao ex-deputado Eduardo Cunha e ao operador Lúcio Funaro, segundo informações divulgadas pelo jornal O Globo na tarde desta quarta-feira (17).

Segundo a reportagem, Temer teria indicado diante de Joesley o deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR) para solucionar um assunto da J&F (holding que controla a JBS) que não é revelado. Depois, Rocha Loures teria sido filmado recebendo uma mala com R$ 500 mil enviada por Joesley.

Ainda de acordo com o jornal, o empresário teria afirmado a Temer que estava pagando a Eduardo Cunha e ao operador Lúcio Funaro uma mesada para eles ficarem calados. Os dois estão presos — Cunha pela Operação Lava Jato; e Funaro pela Operação Sépsis. Diante desta afirmação, Temer teria dito: “Tem que manter isso, viu?”. (Fonte: Veja/foto reprodução O Globo)

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