Entidade baiana assumirá gestão do HUT até chegada de EBSERH. Funcionários da Femsaúde já receberam aviso prévio

Reunião Univasf 3Há dois dias o Hospital de Urgências e Traumas (HUT) está sendo administrado pela Prefeitura de Petrolina e pela Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf). A novidade só foi divulgada no fim da tarde de ontem (2), durante uma reunião entre o reitor Julianeli Tolentino, o prefeito Júlio Lóssio (PMDB) e a secretária municipal de Saúde, Lúcia Giesta.

A gestão compartilhada irá durar até o fim deste mês. Até lá, o município ficará responsável pelos funcionários, pelo fornecimento de oxigênio, o setor de ortopedia, além da parte de anestesia e exames laboratoriais. Já a Univasf assume as despesas com medicamentos, materiais hospitalares, nefro, insumos em geral e alimentação.

A partir do dia 1º de agosto, uma entidade – que será definida daqui a pouco, a partir das 8h30 – assumirá o hospital através de uma parceria com a universidade. No entanto, a gestão será transitória, com duração de aproximadamente um ano. Segundo o reitor, depois disso uma nova instituição, provavelmente a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH), assumirá definitivamente a gestão do hospital.

“Esse prazo servirá para que tenhamos tempo de receber a EBSERH. A empresa pediu de 10 a 12 meses para assumir o HUT. A partir daí, em meados de 2014, nós teremos a administração definitiva através dessa empresa, que é uma estatal do Governo Federal, vinculada ao MEC e que foi criada justamente com o objetivo de fazer a gestão dos hospitais universitários federais”, explicou Julianeli.

Para a gestão provisória, que começará no mês de agosto, quatro instituições estão participando do certame, uma delas da capital baiana e as outras de Juazeiro: Instituto Nacional de Amparo à Pesquisa, Tecnologia, Inovação e Saúde, de Salvador; Instituto Viver Roberto Bastos Alencar; Instituto de Saúde e Gestão Hospitalar; e Pro-Matre.

Femsaúde

Assim que a gestão compartilhada terminar, os funcionários ligados à Femsaúde serão demitidos, segundo o prefeito Júlio Lóssio. “Todos ficarão lá até o dia 30 de julho, quando a universidade colocar os pés lá dentro de maneira administrativa. A partir de 1º de agosto, essas pessoas deixam sua função. Apenas uma pessoa da Femsaúde ficará no hospital para liquidar os passivos por algum tempo, até quitá-los. Por enquanto, agora no mês de julho, não haverá mudanças no quadro”, informou.

De acordo com Lóssio, os funcionários já receberam aviso prévio, mas ainda há chances de alguns servidores permanecerem na unidade. “A Femsaúde era uma empresa pública de direito privado. Ela foi extinta por lei. Agora, no final deste mês, nós vamos rescindir os contratos, já fizemos o aviso prévio. A empresa acabou, mas alguns funcionários serão aproveitados porque fazem um bom serviço na unidade. Quem estiver bem, deve permanecer”, afirmou.

Por Monyk Arcanjo 

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