Decidido a não mais tentar a renovação do mandato na Casa Plínio Amorim para apoiar a eleição do seu filho, Wenderson Batista, o vereador José Batista da Gama (PDT) descartou qualquer hipótese de voltar à equipe do prefeito de Petrolina, Miguel Coelho (MDB). Ele integrou por pouco mais de dois anos a extinta pasta de Agricultura do governo municipal.
Essa seria a única forma de o líder da bancada governista, Aero Cruz (PSB), permanecer na Câmara Municipal, já que o diretor-presidente da AMMPLA, Edilsão do Trânsito, deve se desincompatibilizar do cargo até o dia 2 de abril e retornar ao Legislativo, já que vai buscar a renovação de mais um mandato nas eleições deste ano. Aero, que é suplente, também não poderia ser secretário porque, em tese, também vai concorrer.
Como não será mais candidato, Zé Batista poderia assumir um cargo na prefeitura e encerrar a questão de forma satisfatória para todas as partes. No entanto, ele não está disposto a isso. “O prefeito é amigo nosso, gosto muito dele, estou sempre votando nos projetos dele e defendendo seu governo. Estou sempre na retaguarda para defender a política do seu pai e dos seus irmãos serei sempre um aliado fiel, mas o prefeito tem muitos amigos bons, que poderão ser alçados qualquer um deles, para assumir a vaga do nosso amigo Edilsão (na AMMPLA)”, afirmou Zé Batista ao Programa Carlos Britto, na Rural FM.
Embora diga que “dessa água não beberei, desse pão não comerei”, o vereador disse ser pouco provável que Miguel Coelho o convide, diante do atual conjuntura. Até porque, segundo ele, não seria apenas Edilsão que deixaria o governo municipal. Nomes fortes como os secretários Giovanni (Desenvolvimento Urbano e Habitação) e Simão Durando Filho (Governo e Agricultura) também são cotados para deixarem seus respectivos cargos. Sobre essas especulações, Zé Batista adiantou que o prefeito deve começar a reforma administrativa do primeiro escalão já depois do Carnaval, levando em conta todo esse cenário. Mas defendeu a permanência de Luska Portela como sua vice, pelo trabalho discreto e participativo que vem fazendo, além de fazer parte de uma base política que deu um apoio relevante ao prefeito em 2016. “na minha opinião, time que está ganhando não se mexe”, completou.
Atualizada às 15h59



Esses vereadores de Petrolina acham que são donos dos cargos eletivos. Petrolina tá precisando renovar a câmara por completo e nada de votar em filho ou parente de atual vereador.
Sem mandato não tem nem um valor para o prefeito.
Se o povo eleger o filho deste camarada mostra que o brasileiro está paralisado intelectualmente na década de 30. Política não é empresa para dar emprego aos filhos dos outros.