Vítima de intolerância religiosa, família é ameaçada e obrigada a deixar residência em bairro de Juazeiro

por Carlos Britto // 09 de julho de 2015 às 20:01

quadros quebradosUma família do bairro Quidé, em Juazeiro da Bahia, teve de sair da própria residência após ser vítima de intolerância religiosa. O fato aconteceu na sede do Ilê Abasy de OiáGnã, fundado há 40 anos na comunidade.

Segundo a líder religiosa, Mãe Adelaide dos Santos (OiáGnã), há dois meses o prédio do Ilê vem  sofrendo arrombamentos, apedrejamentos e pichações, além de ter seus locais sagrados da fé violados por desconhecidos. Após o início dos ataques, à líder religiosa e sua família tiveram que sair do seu lar para se proteger.

pedrasOntem (8), a equipe da Gerência de Diversidade da Secretaria de Desenvolvimento e Igualdade Social (Sedis), em parceria com o Conselho Municipal de Promoção e Igualdade Racial (Comprir), organizou uma visita técnica e um manifesto contra a intolerância religiosa sofrida na sede do Ilê Abasy de OiáGnã.

Durante a visita, a equipe constatou a violência patrimonial e psicossocial sofrida pela Mãe Adelaide e sua família. “Foi destruída boa parte do telhado, as paredes foram pichadas, fotografias foram rasgadas. A Sedis repudia qualquer ato de intolerância religiosa e por isso articulou esta manifestação junto ao poder público, ao Comprir e à sociedade civil, na qual elegemos um Grupo de Trabalho Contra a Intolerância Religiosa”, relatou Iuana Louise, coordenadora de Promoção e Igualdade Racial da Sedis.

Carta-Manifesto

A primeira ação do Grupo foi a elaboração da Carta Manifesto (abaixo) para tornar pública a situação vivenciada pelo Ilê. “Esta carta repudia o ato de intolerância religiosa sofrida pelo Ilê Abasy de OiáGnã, e solicita aos representantes dos órgãos públicos o apoio, visibilidade, ajuda e principalmente a resolução dos méritos legais cabíveis. Além da carta, vamos realizar também ações de sensibilização para levar ao conhecimento dos moradores do bairro do Quidé e entorno a importância do Ilê na formação da comunidade e também o respeito às diferentes religiões existentes”, ressaltou a gerente de Diversidade, Luana Rodrigues.

Participaram do manifesto o vice-presidente da Câmara, vereador Tiano Felix; a vereadora Poliane Amorim; representantes do IléAséAyráOnyndancor, Abassá de ZazeLuango; Afoxé Filhos de Zaze; Florisvaldo Rosa, do Comprir; Orlando Freire, do Conselho de Direitos Humanos (CMDH); a secretária de Mulheres do PCdoB, Virgínia Angélica; a jornalista Sibelle Fonseca; a presidente da Adelg, Zuza Belfort; além do diretor e professores dos Colégio Arthur Oliveira.

(fotos/divulgação)

Vítima de intolerância religiosa, família é ameaçada e obrigada a deixar residência em bairro de Juazeiro

  1. Maria disse:

    Cartinhas, manifestações, palavras jogadas ao vento não resolvem nada não. O que se resolve é uma boa investigação policial, prender e punir os responsáveis com cadeia e multas e se os culpados forem membros de alguma outra religião, ter a sua igreja fechada. Só assim essa bandidagem metida a religiosa se acaba.

  2. Mauro Alencar disse:

    Não sou a favor dessa violência. Mas, pessoas desse tipo de religião devem arcar com suas consequências.
    Quando colocam “macumbas” em locais públicos estão corretos? restos de comida, cachaça? galinhas pretas? E quando recebem dinheiros para matar pessoas?
    Religião de matriz africana, revejam seus princípios!
    Será que isto é intolerância religiosa ou alguma vítima de seus atos sobrenaturais é que promoveu esta ação?
    Essa ridícula que comentou ai acima, Maria, já está achando que foi uma igreja que fez isso. Já está culpando alguém. Nem tudo é intolerÂncia, nossos atos que devem ser melhores pensados.

  3. Pacato Cidadão disse:

    E se os atos criminosos foram praticados por um menor? será que a SEDIS vai dar continuidade às investigações?! e se foi praticados por outra Igreja da mesma crença? por que, mesmo sem base factual nenhuma, já se conclui o ocorrido como intolerância religiosa?! se ao final se confirmar intolerância que se denuncie o crime, agora sem informação nenhuma não dá. Não passa de mimimi.

  4. Mauro Alencar disse:

    Hoje em dia tudo está virando intolerância religiosa. Acho que por preguiça dos investigadores, é mais fácil dizer isso. Correto, de verdade é investigar e punir a pessoa certa. Sem julgamentos intolerantes!

  5. Paulo disse:

    Isso é um absurdo. Todo o meu apoio a mãe Adelaide. Esse tipo de violência é inadmissível. Seja quem forem os culpados devem ser punidos. Vamos respeitar o povo de terreiro!

  6. Rejane disse:

    Putz…E o pior é que tem quem tente achar justificativa…

  7. Ignorantes disse:

    Intolerância é a ignorância agindo com violência!!!!

    Quanto mais intolerante, mais ignorante!!

    Lamentável, triste e revoltante!

    E quem apoia a esse tipo de absurdo, é um ignorante em potencial.

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