Vídeos mostram operário quebrando coluna de prédio momentos antes da queda em Fortaleza

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Imagens de câmeras de segurança internas do Edifício Andrea, prédio de sete andares que desabou na terça-feira (15), em Fortaleza (CE), mostram um operário da empresa contratada para realizar a reforma, quebrando as colunas de sustentação momentos antes da queda. O vídeo foi obtido pelo Sistema Verdes Mares de Comunicação/TV Globo. As imagens contradizem o depoimento do engenheiro, que citou à polícia que as obras ainda iriam começar.

O registro foi captado por volta das 9h54 – 34 minutos antes do desabamento. Nas imagens aparecem três pessoas. Logo em seguida, por meio das imagens, é possível ver o porteiro e zelador Francisco Rodrigues Alves caminhando. Alves, que sobreviveu, estava no térreo do edifício e aparece em outras imagens de câmera de segurança que mostram o exato momento da queda. O porteiro e zelador foi encaminhado para o Hospital Distrital Edmilson Barros de Oliveira, o Frotinha Messejana. Ele foi transferido para o Instituto Doutor José Frota (IJF).

Por volta das 10h08, 20 minutos antes do desabamento, o operário aparece quebrando outras colunas na parte da frente do edifício, próximo ao portão de entrada e saída de veículos e pessoas. Dois minutos antes da queda do prédio, as 10h27, pedaços da estrutura do edifício começam a se soltar de cima, o que chama a atenção de dois engenheiros da empresa contratada.

Em seguida, aparece a síndica do prédio Maria das Graças Rodrigues, de 53 anos, que também observa a obra e ainda está desaparecida sob os escombros. Os três olham para cima sem saber que em um minuto tudo iria desabar. Já no finalzinho do vídeo, as 10h28, segundos antes da tragédia, uma outra parte da estrutura do edifício se solta. O prédio desaba exatamente as 10h29 e cinco segundos.

Quarto dia de buscas

As buscas por quatro desaparecidos seguem nesta sexta-feira (18), o quarto dia ininterrupto dos trabalhos de buscas por desaparecidos nos escombros do Edifício Andrea. Desde a madrugada, socorristas intensificaram os trabalhos no local e usaram retroescavadeiras para auxiliar na retirada dos entulhos. Até a atualização mais recente, seis pessoas morreram e sete foram socorridas com vida após a tragédia. (Fonte: Diário do Nordeste)

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