Posicionamento de deputados baianos na sessão que barrou denúncia contra Temer deve refletir nas eleições de 2018

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Apesar de terem votado quando o presidente Michel Temer (PMDB) já havia garantido matematicamente votos para barrar a denúncia de corrupção passiva, como sugeria a Procuradoria-Geral da República, muitos deputados federais baianos devem ficar na “mira” do eleitorado. A vitória do governo foi conquistada durante a votação da bancada do Rio de Janeiro.

Com relação à bancada baiana, Temer obteve 21 votos pela sequência da denúncia de corrupção e 17 pelo arquivamento do processo. O deputado Ronaldo Carletto (PP/BA) foi a única ausência na votação – embora estivesse na Câmara, ele não conseguiu chegar a tempo de votar quando seu nome foi chamado.

Quem saiu bem na fita foi o governador Rui Costa (PT), que exonerou na terça-feira (1º) os secretários de Desenvolvimento Urbano, Fernando Torres (PSD), e de Relações Institucionais, Josias Gomes da Silva (PT) para retomarem os mandatos e irem votar. A informação amplamente divulgada pela mídia dizia que os dois haviam sido liberados para se abster na votação, em posicionamento que seria favorável a Temer. No entanto, os dois acabaram votando “não”, rejeitando o parecer favorável a Temer.

Aliados do governador da Bahia afirmaram que o afastamento do presidente do cargo, caso a denúncia fosse aceita, não interessaria a Rui. Se Temer fosse afastado, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), assumiria o comando do País, fortalecendo o prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM), que deve disputar o Governo da Bahia em 2018 contra o petista. A manobra de Rui não fez muito efeito, mas continua repercutindo no cenário político baiano, principalmente com relação às eleições do ano que vem.

Confira como votaram os deputados baianos:

Afonso Florence (PT) – NÃO
Alice Portugal (PCdoB) – NÃO
Antonio Brito (PSD) – NÃO
Antonio Imbassahy (PSDB) – SIM
Arthur Oliveira Maia (PPS) – SIM
Bacelar (PTN) – NÃO
Bebeto (PSB) – NÃO
Benito Gama (PTB) – SIM
Cacá Leão (PP) – SIM
Caetano (PT) – NÃO
Claudio Cajado (DEM) – SIM
Daniel Almeida (PCdoB) – NÃO
Elmar Nascimento (DEM) – SIM
Erivelton Santana (PEN) – SIM
Félix Mendonça Júnior (PDT) – NÃO
Fernando Torres (PSD) – NÃO
Irmão Lazaro (PSC) – NÃO
João Carlos Bacelar (PR) – SIM
João Gualberto (PSDB) – NÃO
Jorge Solla (PT) – NÃO
José Carlos Aleluia (DEM) – SIM
José Carlos Araújo (PR) – SIM
José Nunes (PSD) – NÃO
José Rocha (PR) – SIM
Josias Gomes (PT) – NÃO
Jutahy Junior (PSDB) – NÃO
Lucio Vieira Lima (PMDB) – SIM
Márcio Marinho (PRB) – SIM
Mário Negromonte Jr. (PP) – SIM
Nelson Pellegrino (PT) – NÃO
Pastor Luciano Braga (PRB) – SIM
Paulo Azi (DEM) – SIM
Paulo Magalhães (PSD) – NÃO
Roberto Britto (PP) – SIM
Ronaldo Carletto (PP) – AUSENTE
Sérgio Brito (PSD) – NÃO
Uldurico Junior (PV) – NÃO
Valmir Assunção (PT) – NÃO
Waldenor Pereira (PT) – NÃO

(foto/ Agência Brasil)

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