Vale começa a contar os desempregados

por Carlos Britto // 27 de janeiro de 2009 às 11:00

Os produtores de frutas do Vale do São Francisco só vão conhecer o saldo das exportações (e os seus prejuízos) nos próximos dias, mas um sério problema já começa a crescer na região: o desemprego. Tendo como principal fonte de oportunidades o campo, é de lá que partem os primeiros números alarmantes em decorrência da crise internacional. O próprio Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho já oficializou o cenário, com mais de 2.000 desligamentos em dezembro na agropecuária do Estado – até então promissora. A maioria das demissões foi feita na fruticultura de Petrolina.

No auge da produção do Vale do São Francisco, estima-se a geração de 240 mil vagas. Normalmente, depois da safra, entre 40 mil e 50 mil pessoas são dispensadas com o fim do trabalho temporário. A diferença é que agora as fazendas também estão reduzindo ao máximo a contratação permanente, com algumas chegando a ficar apenas com menos de um terço do quadro normal para o período. Segundo previsões do setor, cerca de 10 mil pessoas a mais podem perder o emprego por conta da crise financeira. O prefeito de Petrolina, Júlio Lóssio, reforça a preocupação com quem está ficando sem trabalho. Ele é mais pessimista que os empresários. Em vez de prever 10 mil desempregados a mais, diz que o número pode chegar a 40 mil além do normal, elevando o contingente de desocupados para até 90 mil pessoas. “Vai ser uma tragédia para Petrolina. São pessoas que não encontram ocupação facilmente até pelo nível de estudo”, diz. Além do desemprego em si, tal cenário vai ter um impacto cruel sobre toda a economia local, como comércio e serviços que vão sofrer com a retração da renda na região

Fonte: Jornal do Comércio

Vale começa a contar os desempregados

  1. J. Paulo disse:

    TEM MUITA GENTE SE APROVEITANDO DA CRISE PARA AUMENTAR SEUS LUCROS, COMO BEM DIZ A MATERIA É NATURAL QUE NO PRIMEIRO SEMESTRE COM O FINAL DA SAFRA ACONTEÇA AS DISPENSAS. COMO EM QUALQUER OUTRO NEGOCIO SEMPRE TEM OS RISCOS. TEM MUITO EMPRESARIO APROVEITADOR QUE FOI AOS BANCOS OFICIAIS, ESPECIALMENTE O BNB RETIROU MUITO DINHEIRO E AGORA APROVEITANDO O MOTE DA CRISE, VEM QUERER ANISTIA OU ATÉ MESMO O PERDÃO DA DIVIDA.

  2. Batista disse:

    É mesmo meu caros PAULO, quando estão abarrotados de dinheiro com SAFRAS RECORDE, nenhum desses chamam os funcionarios para dar uma gratificação, a gratificação é quando acaba a SAFRA mandam ir embora, para ILUSTRAR o que você está dizendo na última manifestação que houve dos PRODUTORES quando estiveram no caiz da orla nova de JUAZEIRO, quando eles dizeram que irião interditar a ponte por liberação de verdas, vocês precisavam ver as CAMINHONETES IMPORTADAS todas estacionadas na orla de Juazeiro, um absurdo. Veja se eles abrem mão do LUXO, do carro importado, dos filhos nos colegios particulares e muitos deles com filho estudando fora e movimentando o dinheiro fora, isto tem que ser visto com bastante cuidado. NADA CONTRA ELES, só um comentário.

  3. Josemir Amorim disse:

    Em relação à criação legal, do transporte remunerado em motos, entendo como de relevante importância para qualquer cidade. Pois, a concorrência, em qualquer negócio, impede a exploração das camadas mais carentes, pelos empresários; torna-se um meio de locomoção, acessível para todos e facilita o deslocamento nos momentos, onde a espera por um ônibus, pode gerar grandes complicações, como a perda de uma viagem, um depósito urgente que não foi feito, entre outros acontecimentos, em que os minutos são fatores determinantes para o cumprimento das obrigações do dia-a-dia. E quanto ao fator segurança, esta depende da educação e ética de cada indivíduo, pois quem tem esses valores, tem respeito pela vida do seu semelhante e zela por ela.

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