O Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE) apresenta o Programa de Educação Socioambiental das Eleições 2026, que reúne ações para reduzir a geração de resíduos e estimular práticas sustentáveis durante o processo eleitoral. Uma das frentes é voltada diretamente a partidos, federações e candidaturas, com orientações para reduzir o uso de materiais impressos e dar destinação adequada aos resíduos produzidos durante a campanha.
O programa também recomenda a utilização de materiais recicláveis ou reciclados na produção da propaganda e incentiva a redução de impressos. Essas ações fazem parte de um dos cinco eixos do programa, dedicado especificamente à propaganda eleitoral.
Para facilitar esse descarte, o TRE-PE disponibiliza uma relação de cooperativas e associações de catadores que podem receber materiais recicláveis provenientes das campanhas. A lista informa, além do nome das entidades, os tipos de resíduos recebidos, endereço e formas de contato (clique aqui para acessar a lista completa).
Cidades
As entidades com município identificado na relação estão distribuídas por 26 cidades pernambucanas:
Recife (9 entidades);
Jaboatão dos Guararapes (4);
Olinda (4);
Abreu e Lima (2);
Cabo de Santo Agostinho (2);
Paulista (2);
Bodocó (1);
Camaragibe (1);
Carpina (1);
Caruaru (1);
Garanhuns (1);
Granito (1);
Itapissuma (1);
Jatobá (1);
Limoeiro (1);
Macaparana (1);
Machados (1);
Paudalho (1);
Petrolândia (1);
Petrolina (1);
Sairé (1);
Santa Cruz (1);
São Lourenço da Mata (1);
Serra Talhada (1);
Sirinhaém (1);
Tabira (1).
Materiais apreendidos
O cuidado com os resíduos também alcança os materiais de propaganda irregular apreendidos pela Justiça Eleitoral. O TRE-PE pretende dar destinação ambientalmente adequada, por exemplo, às bases de cimento utilizadas na sustentação de bandeiras, organizando o transporte e o encaminhamento desse material após as apreensões.
A experiência não começa em 2026. Medidas de sustentabilidade já foram adotadas pelo Tribunal em eleições anteriores. No último pleito, bases de cimento de bandeiras apreendidas foram reaproveitadas por pessoas, organizações não governamentais e outras instituições. Neste ano, a proposta é ampliar a iniciativa para diferentes etapas da organização das eleições. “Todo ano eleitoral a unidade tenta aplicar práticas de sustentabilidade no pleito. Esse ano ampliamos, abrangendo todo o processo eleitoral e não só a campanha”, explica a chefe da Assistência de Gestão Socioambiental (AGS), Suênia Costa.
O programa prevê ainda medidas voltadas ao funcionamento da própria Justiça Eleitoral. Entre elas estão o reaproveitamento de materiais utilizados nas eleições e, quando for possível, o compartilhamento de veículos e equipamentos entre zonas eleitorais. A orientação é também armazenar adequadamente os materiais que possam voltar a ser utilizados em pleitos futuros.
As zonas eleitorais serão estimuladas a compartilhar experiências que tenham apresentado bons resultados. As práticas poderão ser divulgadas pelo Tribunal para que sejam conhecidas e, quando possível, adotadas por outras unidades.


