Travessia Urbana e estacionamento rotativo fecham debates do Fórum Baiano de Mobilidade em Juazeiro

por Antonio Carlos Miranda // 26 de setembro de 2026 às 12:58

Foto: Ascom PMJ/divulgação

A 9ª Reunião do Fórum Baiano de Secretários e Dirigentes de Mobilidade Urbana foi encerrada nessa sexta-feira (25), em Juazeiro, após dois dias de debates e troca de experiências. A última manhã do encontro, realizado no Auditório do Juá Shopping, deu espaço para discussões sobre a Travessia Urbana, o futuro do escoamento logístico no Vale do São Francisco e na gestão do espaço público por meio do estacionamento rotativo.

Para o diretor-presidente da Autarquia Municipal de Trânsito e Transporte de Juazeiro (AMTT), Paulo Lima, receber o fórum permitiu apresentar experiências reais e ouvir soluções adotadas em outras cidades. “Tivemos a oportunidade de colocar o nosso conhecimento, as boas práticas que estão sendo utilizadas e aplicadas aqui em Juazeiro. Também fizemos pontuações sobre mobilidade, transporte público, passe livre e zona azul. São temas que têm um caráter de integração regional”, destacou.

No painel sobre Travessia Urbana e escoamento logístico, o superintendente do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) na Bahia, Roberto Alcântara de Souza, explicou como a obra deverá organizar a passagem dos veículos que atravessam a cidade e a circulação de quem se desloca dentro de Juazeiro. “A obra irá separar o tráfego rodoviário. O tráfego local já terá uma fluidez ali por baixo dos viadutos”, explicou. Roberto também afirmou que o planejamento da região irá avançar nos próximos anos, com a discussão de novos corredores rodoviários e de um anel viário para o Vale do São Francisco.

O estacionamento rotativo foi outro tema da manhã. Durante o debate, o secretário de Mobilidade e Ordem Pública de Alagoinhas, Hilton Ribeiro, compartilhou a experiência do município com a implantação da zona azul e com o subsídio ao transporte público. Para ele, as decisões nessa área precisam considerar a rotina de quem depende da cidade para trabalhar, estudar e acessar serviços. “Fazer mobilidade é ouvir pessoas, é investir, planejar”, afirmou.

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