TJPE mantém afastado ex-diretor da penitenciária de Petrolina acusado de corrupção

por Antonio Carlos Miranda // 14 de setembro de 2026 às 18:26

Foto: Seres/divulgação arquivo

O Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) decidiu manter o afastamento das funções públicas do policial penal Alessandro Barbosa Martins de Sousa, que comandava a Penitenciária Dr. Edvaldo Gomes, em Petrolina. O ex-diretor é investigado por suposta participação em um esquema de corrupção que teria concedido benefícios e facilidades a detentos mediante pagamento de propina.

A defesa de Alessandro entrou com um pedido de liminar para que ele pudesse retornar ao trabalho. Os advogados argumentaram que a manutenção do afastamento não teria mais “fundamentos contemporâneos” que justificassem a medida. O policial penal foi alvo de uma operação realizada em agosto de 2025. Na ocasião, além de ser afastado das funções, ele passou a utilizar tornozeleira eletrônica. A medida de monitoramento, entretanto, foi suspensa em abril deste ano.

Em decisão individual, o desembargador Mauro Alencar de Barros, da 2ª Câmara Criminal do TJPE, avaliou que o afastamento continua relacionado diretamente às suspeitas investigadas. Para o magistrado, os supostos crimes teriam sido cometidos justamente com o uso da função ocupada pelo policial dentro da unidade prisional.

De acordo com a investigação, pagamentos realizados por meio de Pix teriam sido destinados ao ex-diretor como forma de propina. Os valores estariam relacionados à suposta autorização ou facilitação da entrada de drogas, bebidas alcoólicas e celulares no presídio. Também são investigadas negociações envolvendo a venda de produtos de cantinas e até camas dentro da unidade.

WhatsApp

Conversas por WhatsApp anexadas ao processo foram utilizadas pelos investigadores como elementos de prova. A Polícia Civil (PCPE) concluiu o inquérito no mês passado e indiciou nove pessoas, entre elas o ex-diretor da penitenciária. Até o momento, o Ministério Público de Pernambuco (MPPE) ainda não apresentou manifestação sobre o caso. Os investigados poderão responder por crimes como organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção passiva, corrupção ativa e ingresso ou facilitação da entrada de aparelhos celulares em estabelecimento prisional. (Fonte: CBN Recife)

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