Sobre projeto do Vale-Alimentação, Aero Cruz diz que não tem mais conversa com oposicionistas: “Vamos aprovar como vier”

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O vereador Osório Siqueira (MDB), presidente da Casa Plínio Amorim, confirmou para esta sexta-feira (24) a segunda sessão extraordinária virtual nesta semana. A tirar pelo fato de que os próprios vereadores já haviam acertado a realização de uma sessão online por semana, percebe-se que o assunto deverá repetir o mesmo cenário de ontem (21), quando governistas e oposicionistas entraram mais uma vez em rota de colisão, com trocas de farpas de ambos os lados. O motivo foi um projeto de lei enviado pelo prefeito Miguel Coelho (MDB), que visa a conceder em caráter excepcional um Vale-Alimentação de R$ 50,00 aos estudantes da rede municipal de Petrolina, em virtude da pandemia do novo coronavírus (Covid-19).

A matéria recebeu duas emendas – uma aditiva e outra modificativa – da bancada de oposição. A aditiva pede que esse benefício seja retroativo ao mês de maio. Já a modificativa sugere que o Vale Alimentação passe para o valor de R$ 100,00.

Toda a celeuma se deu porque, segundo os governistas, a Casa não pode legislar sobre matéria financeira nem aumentar despesas para o município. O barulho foi tamanho que até o veto de Miguel Coelho ao projeto do Legislativo propondo reajustar os salários dos servidores municipais cedidos à Câmara (que também foi retirado da pauta) ficou ofuscado. Líder da oposição, Paulo Valgueiro (PSD) nem entrou nesse mérito, de início. Preocupado com um problema referente ao parecer dado pela Comissão de Justiça e Redação ao projeto, ele comunicou o presidente da Comissão, Ruy Wanderley (PSC), o qual entrou em contato com o líder governista Aero Cruz (MDB). Aero, por sua vez, entendeu a situação e solicitou à presidência da Mesa Diretora a retirada da matéria.

Mas o que poderia sinalizar para um consenso, a partir daí ocorreu justamente o contrário. Insatisfeito com as emendas dos oposicionistas, Alvorlande Cruz (Republicanos) não poupou palavras ásperas. Ele se disse, inclusive, “envergonhado” por ver representantes do Legislativo que ganham R$ 15 mil por mês atrapalhando a vida de 50 mil estudantes da rede municipal. Valgueiro não gostou e devolveu no mesmo tom, citando supostas irregularidades na distribuição da merenda escolar durante a pandemia. Gabriel Menezes (PSL), outro da oposição, completou o ataque de Valgueiro insinuando que Alvorlande foi o principal articulador para derrubar as duas emendas ao projeto.

Sem conversa

O fato é que Aero Cruz, irmão de Alvorlande, tomou as dores do governista. Como represália, o líder governista assegurou em alto e bom som que não vai ter mais conversa sobre o projeto do Vale-Alimentação. “Pedi que retirasse (o projeto) para a gente sentar e discutir, mas estou vendo que parte da oposição está querendo fazer mais uma vez um palanque político. Como líder da bancada, peço ao presidente da Casa que retorne o projeto, porque iremos aprová-lo da forma como o Executivo enviar. Não vamos ter conversar com a oposição”, finalizou. Aero ainda apelou aos colegas para ficarem até o final da sessão, pois alguns governistas pediram permissão à Mesa, ontem, para se ausentar por questões de compromissos particulares.

1 COMENTÁRIO

  1. Bastante polêmica a seção, nível muito baixo, não me sinto representado por nenhum deste vereadores! Faltando eles serem claros, se houve denuncia de desvio de merenda escolar, cabe agora as autoridades locais cobrarem explicações e sem explicações claras e se houve desvio que sejamos reparados por isso!

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