Sob protesto de oposicionistas, Ronaldo Silva explica que governo “tem prerrogativa” de mexer nos cargos comissionados

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Foto: Blog do Carlos Britto

O prefeito de Petrolina, Miguel Coelho (MDB), recebeu o aval da Casa Plínio Amorim para promover uma reestruturação no quadro de vagas da prefeitura. Por 16 votos a favor e três contra, o projeto de lei 013/21, que permite ao Executivo alterar o quantitativo de vagas dos cargos da administração direta, foi aprovado na sessão plenária desta terça-feira (4), que voltou a ser presencial.

Os três votos desfavoráveis à matéria foram de integrantes da bancada de oposição – o líder, Marquinhos do N4 e Samara da Visão (PSD). Embora mantenha uma postura de opositor independente, caminhando paralelo à bancada, o Professor Gilmar Santos (PT) desta vez também adotou discurso semelhante ao dos colegas para não respaldar o projeto.

Segundo Gilmar, a prefeitura deveria priorizar os candidatos aprovados em concurso público para enfermeiro, agente de saúde e Guarda Civil Municipal (GCM), que reivindicam do município a convocação para seus cargos. Da oposição, apenas Elismar Gonçalves (PSD) votou a favor do projeto por se basear no Artigo 8º (Inciso IV) da Lei Federal Complementar nº 173, que proíbe a convocação de concursados durante o período da pandemia de Covid-19, mas abre exceção quanto a uma reorganização de cargos de confiança.

Foi sobre esse item que também se debruçou o líder do Governo Miguel Coelho, vereador Ronaldo Silva (DEM), para reforçar a proposta do Executivo. “A gente está trocando cargos comissionados. Isso é uma prerrogativa do prefeito, que não traz prejuízo nenhum para o município”, justificou. Colega de bancada de Ronaldo, o vereador Zenildo do Alto também fez a defesa da administração municipal ao afirmar que o prefeito tem todo o interesse em nomear os convocados, mas no momento ele está impedido em virtude da grave crise sanitária que atravessa o país.

Por Antonio Carlos Miranda 

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