Sinpol expõe apreensão com aumento de roubos e furtos de veículos em PE

por Carlos Britto // 26 de outubro de 2022 às 08:40

Foto: Ascom Sinpol-PE/divulgação

Apesar dos números positivos divulgados recentemente pela Secretaria de Defesa Social (SDS) de Pernambuco quanto ao combate à criminalidade, o Sindicato dos Policiais Civis de Pernambuco (Sinpol-PE) mostrou, mais uma vez, “indignação e preocupação” com o aumento no número de roubos e furtos de carros no Estado. A Polícia Civil (PC) contabiliza em 2022 aproximadamente 14 mil ocorrências nos últimos nove meses. Entre janeiro e setembro foram registrados 8.436 roubos (quando existe violência) e 5.376 furtos de veículos.

O crescimento, comparado com o mesmo período do ano passado, é de mais de 15%. “O clima de insegurança tem pairado sobre o Estado e a cada dia que passa somos surpreendidos por crimes que escancaram a falta de investimento na Segurança Pública”, afirma o presidente do Sinpol-PE, Rafael Cavalcanti.

No último levantamento feito pelo HelloSafe Brasil, com dados fornecidos por meio da Lei de Acesso à Informação e pelas Secretarias Estaduais de Segurança entre os anos de 2019 e 2021, Pernambuco  foi o 6º Estado com mais roubos e furtos de veículos com 48.385 crimes cometidos, sendo o 1º na região Nordeste.

De acordo com o Sinpol-PE, esses dados crescentes da violência de roubos e furtos de veículos “mostram mais uma vez a incapacidade do Estado em combater esses crimes”, por falta de investimento e priorização da segurança das pessoas.

A facilidade para praticar os atos e a certeza da impunidade faz com que os criminosos fiquem à vontade para cometer os delitos. Eles (os criminosos) estão se sentindo mais à vontade para praticar os crimes e mais à vontade ainda pela certeza da impunidade. A Polícia Civil não tem condições de investigar cada caso desses por mais que existam, muitas vezes, elementos e provas que facilitem a investigação, como por exemplo imagens dos criminosos. Não conseguimos dar conta por causa da total falta de estrutura, desmotivação e déficit de efetivo para dar conta dessas investigações“, completa Rafael.

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