Senador FBC defende que recursos do PIS/Pasep sejam usados para retomar obras públicas

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(Foto: Assessoria/Divulgação)

O senador Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE) defendeu ontem (11) que os recursos do PIS/Pasep sejam usados para garantir a retomada das obras públicas. Segundo ele, em vez liberar o dinheiro para consumo ou para pagamento da dívida, o governo deve destinar uma parte dos R$ 20 bilhões do PIS/Pasep para reforçar o caixa de obras hídricas e do Minha Casa Minha Vida, que geram emprego para a população.

Fala-se do PIS/Pasep, que tem R$ 20 bilhões para poder dar uma animada na economia, liberar para o consumo. E veio uma proposta do secretário de Economia [Waldery Rodrigues Junior] de pegar uma parte desse dinheiro para liquidar dívida. Esquece. Não faz nem cócegas com a dívida pública que o Brasil tem. Uma parte desse dinheiro deve ser fonte para reforçar o orçamento das obras públicas“, afirmou, durante audiência pública com o ministro do Desenvolvimento Regional, Gustavo Canuto, no Senado.

De acordo com Fernando Bezerra, somente as obras da transposição do rio São Francisco e do Ramal do Agreste vão consumir quase R$ 2 bilhões este ano, gerando mais de 4 mil empregos diretos no Ceará e em Pernambuco.

Plano Plurianual

O senador lembrou que o governo federal enviará ao Congresso até 30 de agosto a Lei Orçamentária de 2020 e o Plano Plurianual. “E a gente precisa ver assegurada na proposta orçamentária a continuidade dessas e de outras obras que precisam ser iniciadas, como o Ramal do Apodi, no Rio Grande do Norte, o avanço das Vertentes Litorâneas, na Paraíba, e a retomada dos estudos para o Eixo Sul da Bahia.

Por isso, Fernando Bezerra, que também é líder do governo no Senado, defendeu que a Comissão de Desenvolvimento Regional convide o ministro da Economia, Paulo Guedes, a visitar essas obras. “Temos uma formidável carteira de obras hídricas que poderá evitar esse cenário da população do Nordeste migrar para a região Norte do país em busca de água. A água tem que como chegar ao Nordeste. Mas é importante que a gente possa ver no orçamento do próximo ano essa preocupação com a continuidade das obras que já estão encaminhadas”, finaliza.

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