Sem acordo, funcionários dos Correios continuam em greve

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Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Na tarde desta sexta-feira (11), após 25 dias do início da greve dos funcionários dos Correios, foi realizada uma audiência de conciliação no Tribunal Superior do Trabalho (TST), que terminou sem acordo entre as partes. Mediada pela ministra Kátia Arruda, nem a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT), nem os sindicatos chegaram a um ponto de convergência. Por esse motivo, a greve continua por tempo indeterminado em todo o Brasil. Feita através de videoconferência, a audiência contou com a participação dos representantes das partes envolvidas no conflito e seus advogados, além dos representantes da União e do Ministério Público do Trabalho (MPT). 

A ministra responsável destacou que o papel do tribunal é tentar resolver conflitos por meio da negociação coletiva e com uma solução consensual para que o caso não seja levado a julgamento pela Seção de Dissídios Coletivos. “Sabemos da importância da instituição e das conquistas históricas dos trabalhadores e essa audiência de conciliação visa atender de forma equilibrada as divergências entre as duas partes”, afirmou Kátia Arruda. 

A audiência do julgamento da manutenção, ou não, do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) foi marcada para o dia 21 de setembro. A proposta inicial de acordo apresentada pela Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT), segundo os trabalhadores, retira 70 cláusulas do atual ACT, acabando com os 30% do adicional de risco; auxílio creche/babá; 70% sobre férias; indenização por morte e auxílio para filhos com necessidades especiais; pagamento de horas extras, e entre outros direitos dos trabalhadores da ativa e aposentados. A estatal também propôs equiparar os direitos dos trabalhadores com os da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho). 

Os funcionários protestam também contra a privatização da empresa e a ausência de medidas para proteger os empregados da pandemia do novo coronavírus. Os empregados também chegaram a pedir 5% de reajuste salarial. Os Correios alegam que não há como manter o mesmo acordo do ano passado, por conta do cenário atual de pandemia. (Fonte: JC Online)

5 COMENTÁRIOS

  1. Defensor vc parece que não ver jornal,o problema não é o governo são os políticos ladrões que querem continuar roubando dos correios e deixar os cargos dos mesmos lá dentro e cheio de velho aposentado que não tira nem mas a bunda da cadeira,sou contra de funcionários públicos aposentados continuar trabalhando, só tirando a vez dos jovens, deveria ter uma lei para acabar com isso,quer trabalhar vai para empresa privada ou monte seu negócio.

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