Secretário de Cultura de PE explica motivos de adiamento do prazo de inscrições para eleições de Conselhos

por Carlos Britto // 23 de julho de 2015 às 06:54

marcelino granjaO secretário de Cultura de Pernambuco, Marcelino Granja, viu com naturalidade a decisão do estado em prorrogar o período de inscrições para o processo eleitoral dos Conselhos de Política Cultural e de Preservação do Patrimônio.

Criados pelo então governador Eduardo Campos por meio de um projeto de lei aprovado pela Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), e sancionados por João Lyra Neto, os dois Conselhos são paritários – o de Preservação do Patrimônio, com 14 membros (sete do Poder Público em geral e sete da sociedade), e o de Política Cultural, com 40 representantes (20 do poder público e 20 da sociedade civil).

Em junho deste ano o atual governador Paulo Câmara publicou os editais convocando a sociedade pernambucana a formar o colégio eleitoral que indicará os membros os quais comporão os dois conselhos. Os novos prazos vão até dia 31 de agosto para o de Preservação do Patrimônio, e de 11 de aqosto até 14 de setembro para o de Política Cultural. Em catorze cidades do estado, incluindo Petrolina, qualquer pessoa pode procurar a representação cultural na prefeitura e fazer a inscrição, desde que se identifique e comprove a vinculação com os segmentos do qual farão parte.

Marcelino justificou que a procura abaixo do esperado deve-se ao fato de que muitas pessoas ainda estavam confusas se podiam participar de um ou outro conselho, e na verdade podem participar de ambos. “Apenas os segmentos é que foram agrupados de maneira diferente, sete para o de Preservação do Patrimônio e 20 para de Política Cultural”, afirmou ao Blog.

Funcultura

O secretário deixou claro ainda que só é vedada a inscrição daqueles que ocupam cargo comissionado no Governo de Pernambuco. Ele também frisou que o fato de integrar algum dos Conselhos também não impedirá o militante cultural de ter acesso aos editais da Secretaria e da Fundarpe ao Funcultura. “Seria um absurdo que o conselheiro ficasse vedado a exercer sua atividade de artista”, afirmou.

Outro motivo, segundo Marcelino, foi o fato de o edital ter em meio aos preparativos de dois grandes eventos no estado – os festejos de São João e o Festival de Inverno de Garanhuns (FIG). “A quantidade enorme de produtores culturais, artistas, fazedores de cultura, de gestores municipais de política cultural estava muito ocupada e não ficou muito atenta (aos prazos). Esse adiamento ocorreu por conta disso, mas esse é um processo super-inclusivo”, esclareceu Marcelino.

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