Rubem Franca diz que desgaste em reservatório central “é preocupante”

por Carlos Britto // 21 de março de 2024 às 19:32

Foto: Ascom PMP/divulgação

O diretor-presidente da Agência Reguladora do Município de Petrolina (Armup), Rubem Franca, considerou “muito preocupante” o desgaste na estrutura física do reservatório central da cidade. A denúncia foi feita há cerca de 10 dias pelo ambientalista Victor Flores e ganhou forte repercussão nas redes sociais.

Franca lembra que os moradores são obrigados a deixar as caixas d’água de suas residências devidamente cobertas para evitar poeira, fezes de animais ou outros poluentes. No entanto, a Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa) administra um reservatório de 3 mil metros cúbicos (m³), que atende a 60% da população e que está parcialmente exposto devido ao desgaste do equipamento.

Desde 2022 a gente está inquerindo a Compesa para que resolva definitivamente a cobertura desse reservatório elevado”, frisou. Em resposta ao diretor-presidente da Armup, a Companhia justificou que estaria elaborando estudos sobre o assunto e deu um prazo de 555 dias para resolver a situação.

Passado esse tempo, Franca solicitou informações sobre esse processo. Porém, o que recebeu foi o pedido de um novo cronograma, agora de mais de 300 dias (entre projeto e obras de recuperação do reservatório). “Fizemos recentemente uma nova solicitação pedindo os elementos comprobatórios desses estudos e ela (Compesa) não nos mandou. Só coube à agência multar por ela não ter nos enviado as informações sobre o processo licitatório e o andamento dos serviços”, pontuou.

Franca lembrou os últimos números do ‘Trata Brasil’, mostrando que Petrolina caiu da posição 33 para a 56 no ranking das 100 maiores cidades do Brasil em relação a saneamento. Segundo ele, esse dado reforça “a falta de investimento” da Compesa no município. “A caixa d’água é um exemplo, a captação da água é outro exemplo, o sistema de esgoto é outro exemplo, a ampliação do sistema de esgoto é outro exemplo e, principalmente, a ampliação do abastecimento d’água na nossa cidade”, concluiu.

Outro lado  

Sobre o reservatório central, a Compesa havia informado ao Blog que o projeto para recuperação da cobertura está em fase final. “Os técnicos estão estudando a melhor alternativa para executar as intervenções sem comprometer o abastecimento de água da cidade, mas já se sabe que os serviços serão de alta complexidade”, justificou a empresa.

Rubem Franca diz que desgaste em reservatório central “é preocupante”

  1. Marcos Macedo disse:

    Pra ser um reservatorio razoável de agua potavel destinada à humanos, necessita urgentemente de uma reforma. Uma reforminha desse tipo acredito que não vai impactar nos lucros.

  2. PEDRO ROCHA disse:

    De fato e preocupante, a engenharia falhou no projeto, se a lage da cobertura fosse bem feita, isso não estava acontecendo, já moro em Petrolina, a mais de 40 anos, eu presenciei a construção feito Pela CONE ENGENHARIA, já presenciei aquilo sendo local para descanso de urubus, sem falar nos detritos que caem na agua e nós bebemos.

  3. Pelo relato do Sr. Rubem França, a Compesa não está nem aí para solução do problema.
    Primeiro pediu um prazo de 555 dias.
    Agora maís um prazo de 300 dias.
    Compesa pede logo um prazo de 10 anos.
    É um descaso com a população mesmo.

  4. Que nada… os urubus deveriam estar se tefrescando e bebendo um pouco de água. E limpado seus bikusss…. e e talvez, umas defecadinhas!…

  5. Edson Santos Bantim disse:

    Esse reservatório encontra-se nessa situação a mais de 20 anos!

  6. ARMANDO HENRIQUE BORTOLINI disse:

    Enquanto isso some-se à poluição por conta dos danos dessa cobertura a contaminação de fertilizantes e defensivos da água na captação.
    Assim a população continua sendo literalmente envenenada, o tempo passa a admitir Compesa continua “numa boa”, contando com a conivência e omissão dos representantes públicos sejam eleitos ou não, incluindo também Ministérios Públicos, PROCON’s, Prodecon’s etc.

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