Representante do Movimento PE-630, Rosalvo Antônio acredita que audiência deste domingo deverá ser a de maior participação popular

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Depois das cidades de Santa Filomena, Dormentes e Trindade, no Sertão pernambucano, integrantes do Movimento PE-630 preparam-se para a quarta audiência popular que pretende cobrar do Governo do Estado a pavimentação asfáltica da rodovia. O local escolhido, dessa vez, é a comunidade de Barra de São Pedro, zona rural de Ouricuri (no Araripe). O evento acontecerá neste domingo (18), a partir das 9h, na sede da Associação de Agricultores Familiares.

Em conversa com o Blog, o presidente do Conselho Popular de Petrolina (CPP), Rosalvo Antônio – um dos que respaldam o movimento – disse acreditar que esta deverá ser a audiência com o maior número de participantes. Até porque, segundo ele, as três anteriores serviram para dar uma dimensão maior sobre o assunto, chamando a atenção das autoridades e lideranças políticas.

Para o domingo, Rosalvo disse já ter confirmada a presença dos deputados estaduais Odacy Amorim (PT) e Socorro Pimentel (PSL). Ele ainda espera confirmação de outros nomes como o também estadual Lucas Ramos (PSB) e dos senadores Armando Monteiro Neto (PTB) e Fernando Bezerra Coelho (MDB). A assessoria do deputado federal Adalberto Cavalcanti (AVANTE) disse que ele pode participar, mas não garantiu sua presença. Já Gonzaga ficou de enviar representante ao evento.

“É uma gama de gente de vários municípios de Pernambuco que se deslocará até Barra de São Pedro. São pessoas que não estão ligadas diretamente, mas indiretamente, porque a PE-630 vai beneficiar o Estado como um todo”, declarou Rosalvo.

Críticas

O presidente do CPP reiterou que, a partir das audiências, as principais lideranças políticas do Estado passaram a se comprometer em apresentar emendas para a pavimentação da PE-630, que está orçada entre R$ 40 milhões R$ 80 milhões. Mas Rosalvo deixa claro que não adianta apenas dizer que apoia a luta. O recado vale, sobretudo, para o governador do Estado, Paulo Câmara (PSB).

Ele lembra que o socialista, então candidato, comprometeu-se em sua campanha, num ato político realizado na zona rural de Santa Filomena (Araripe), em tirar a obra do papel. No entanto, Rosalvo assegura que o movimento é apartidário, ou seja, não se direciona a um governo específico. “Criamos uma comissão permanente, independente de quem esteja no governo. Esse movimento continuará até que a PE-630 esteja, de fato, concretizada”, disse Rosalvo, que veio acompanhado da sua filha, a estudante Maria Laura, e da militante Isabel Macedo.

Dentro dessa proposta do movimento, existe a possibilidade da criação de um projeto de iniciativa popular, caso o Governo do Estado faça jogo duro. A ideia é, através da Assembleia Legislativa (Alepe), obrigar o governo a fazer a pavimentação da rodovia – considerada um importante vetor econômico para seis municípios cortados por ela. A 630 começou a ser construída em 1982, mas as obras foram paralisadas – e estão assim até hoje. A comunidade local, então, começou uma luta recente pela conclusão da rodovia, que foi abraçada pelo CCP, gerando a criação do movimento.

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