Representante da comissão de mães fala em ir até Paulo Câmara por melhorias no HDM: “Mortes não foram fatalidades, foram negligências”

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Indignada com o posicionamento da direção do Hospital Dom Malan (HDM)/Imip, que se recusou a receber uma comissão de mulheres da Campanha ‘Sou Mãe, Tenho Medo’, realizada na manhã desta quinta (10) em Petrolina, uma das integrantes da comissão, Luciana Santos, assegurou na Casa Plínio Amorim que a luta das mulheres por melhorias no atendimento e nas condições estruturais da unidade médica será intensificada. O grupo, inclusive, já acionou o Ministério Público de Pernambuco (MPPE), após não ter conseguido conversar com nenhum representante do hospital.

Segundo Luciana, a promotora Ana Cláudia Carvalho comprometeu-se a receber o grupo ainda nesta quinta. Na ocasião, a promotora solicitou às mães quem entreguem um relatório com os problemas detectados no HDM, para que o MPPE possa cobrar as medidas cabíveis.

Luciana não poupou críticas à direção da unidade médica, uma vez que havia o compromisso de dialogar com o grupo. “Eles foram covardes porque tinham se comprometido em receber 50 pessoas no auditório (do hospital) e se diziam abertos à conversa”, desabafou.

Ela também afirmou que não aceita o argumento da direção, de que o número de óbitos ocorridos na unidade médica fica dentro da realidade. “Isso é um absurdo. Eles não são donos de nossas vidas. Não queremos óbito nenhum. As mortes que aconteceram no Dom Malan não foram fatalidades, foram negligências. E eles não são capazes sequer de dar uma satisfação à sociedade”, alfinetou. Luciana disse que o próximo passo do grupo é procurar diretamente o governador Paulo Câmara. “Ele cuida do Estado e também precisa nos dar respostas”, completou Luciana, que reiteirou as declarações num breve discurso no plenário da Casa.

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