Reeducandos da Penitenciária de Caruaru finalizam 9 mil protetores faciais contra novo coronavírus

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Foto: Seres/divulgação

Os tempos de pandemia estão fazendo toda uma sociedade se engajar, independente do segmento e do lugar. Em Caruaru (PE), no Agreste, reeducandos da Penitenciária Juiz Plácido de Souza (PJPS) chegaram a nove mil protetores faciais produzidos para instituições de saúde, segurança e unidades prisionais, como medida de prevenção ao novo coronavírus (Covid-19). A unidade de Caruaru foi pioneira na produção de Equipamentos de Proteção Individuais (EPIs).

Desde o último dia 27 de março, detentos da PJPS se dedicam, em horário integral, à produção de EPIs. As poucas pausas que fizeram foram apenas para aguardar a chegada da matéria-prima doada pela Secretaria Executiva de Ressocialização (Seres). Mas o secretário de Justiça e Direitos Humanos, Pedro Eurico, avisa que o trabalho não acabou. “Já estamos com novas tratativas para continuarmos a produção. O melhor de tudo é podermos ajudar, não só os presos, mas lá fora neste momento tão difícil”, destacou.

Na semana passada, a Polícia Científica do Estado recebeu da PJPS 400 protetores. Emocionado, o detento Edjailson Heleno da Silva, 44 anos, agradece a oportunidade. “Em nome de todos os colegas, agradeço a oportunidade por deixarem a gente se sentir mais gente e mostrar que não temos somente coisas ruins em nós”. Em Pernambuco, já foram produzidos pelos detentos mais de 50 mil EPIs destinados a instituições de saúde pública e privada, sistema prisional e Polícia Científica.

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