A composição das chapas para a disputa do Senado em Pernambuco pode surpreender, principalmente por conta do excesso de nomes que buscam a condição de pré-candidatos junto aos dois favoritos para o governo do Estado: a atual governadora Raquel Lyra (PSD) e o prefeito de Recife, João Campos (PSB).
Isso tem dificultado que sejam fechadas alianças. Como o PT está virtualmente fechado com o PSB, o atual senador Humberto Costa (PT) tem uma das duas vagas na chapa assegurada. A outra estaria sendo disputada pelo ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho (Republicanos), o ex-prefeito de Petrolina, Miguel Coelho (UB), e o deputado federal Eduardo da Fonte (PP). No caso dos dois últimos, haveria uma disputa interna anterior, já que ambos fazem parte da mesma federação partidária.
Essa disputa ganhou a companhia ainda da prima de Campos, a ex-deputada federal Marília Arraes, que anunciou no início de março sua saída do Solidariedade, com a filiação encaminhada para sua nova legenda, o PDT. “Hoje assumo a responsabilidade. Não tem volta atrás. Eu não tenho direito de fazer isso com mais de 40% da população que quer que a gente esteja no Senado”, disse, na ocasião.
‘Racha’
No sábado (14), Silvio Filho se encontrou com Raquel Lyra e, segundo o Blog Dantas Barreto, ele e Marília Arraes teriam um compromisso de formarem juntos a chapa, possibilidade que existe com a governadora, mas não com o prefeito de Recife.
Também segundo o site do jornalista, o clima ficou ainda pior com as negociações que teriam sido iniciadas entre João Campos e Eduardo da Fonte para concorrer ao Senado. O parlamentar faz parte da base aliada de Raquel Lyra e tem aliados que ocupam cargos no governo estadual.
Diante da situação, o deputado federal Mendonça Filho (União Brasil) enviou um ofício ao presidente nacional do partido, Antônio Rueda, pedindo o cancelamento da federação partidária com o PP. Antes, ele já havia solicitado aos presidentes nacionais do União Brasil e do Progressistas, Ciro Nogueira, para que a Executiva Nacional da federação tomasse posição sobre o palanque em Pernambuco, conforme previsto no estatuto acordado pelas duas siglas.
“Se há divisão no âmbito estadual, nada mais adequado do que cumprir o estatuto e submeter a decisão à direção nacional. Isso dará clareza política e estratégica à atuação da federação em Pernambuco e permitirá melhor organização do processo eleitoral no Estado”, pontuou Mendonça Filho.
Três palanques para Lula
Nesta segunda-feira (16), o deputado estadual do PT e ex-prefeito de Recife, João Paulo Silva, disse na Assembleia Legislativa do estado (Alepe) que haverá de três palanques no estado para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições, fazendo referência às candidaturas de Raquel Lyra, João Campos e do ex-vereador do Recife Ivan Moraes (PSOL).
“Embora as negociações ainda estejam sendo fechadas para mim o quadro é irreversível e o presidente não só terá três palanques, mas também três candidatos ao Senado, com o companheiro Humberto Costa, pelo PT, Marília Arraes e Sílvio Costa Filho”, apontou. Líder da bancada do PT na Alepe, ele tem se mantido fiel à governadora, como destaca o Blog Dellas, contando em seu pronunciamento que esteve com a governadora no cinema São Luiz assistindo à entrega do Oscar ao lado dela e da colega de bancada, deputada estadual Rosa Amorim. (Fonte: Revista Fórum)


