Protestos marcam visita relâmpago de Dilma a Cabrobó

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GEDC0217Pouco mais de 15 minutos. Este foi o tempo que durou a visita da presidente Dilma Rousseff a Cabrobó (PE), no Sertão do São Francisco, na tarde desta terça-feira (13). Dilma chegou ao município por volta das 15h e quando todos esperavam pelo discurso, eis que surge a notícia que a presidente já havia deixado a cidade em seu helicóptero presidencial.

Sem falar com a imprensa, Dilma cumprimentou autoridades, fotografou ao lado de operários e partiu com a mesma pressa que chegou. Não bastasse a frustração para os jornalistas da imprensa nacional que vieram cobrir o evento, sobraram manifestações que nem mesmo chegaram aos olhos da presidente.

Num espaço reservado às autoridades, Dilma permaneceu por poucos minutos acompanhada pelo anfitrião, prefeito Dr.Auricélio Torres (PSB); o vice-prefeito Romero Gomes; o governador João Lyra Neto (PSB); além do prefeito de Petrolina, Júlio Lóssio (PMDB), dentre outros nomes da política local.

A visita de Dilma seria para vistoriar as obras do Eixo Norte da transposição do Rio São Francisco, mas depois de uma passagem criticada e inusitada, os comentários foram outros: nos bastidores há quem diga que, na verdade, a vinda de Dilma ao Sertão foi apenas um pretexto para capturar imagens que serão utilizadas em seu guia eleitoral.

Longe da presidente, índios Trukás interditaram a BR-428 em protesto contra a falta de investimentos no município. Na lista de reivindicações, os índios cobram a construção de um cais, além de uma extensão da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf) e melhorias na educação. A manifestação durou cerca de quatro horas e formou um engarrafamento de cerca de 10 quilômetros de extensão.

A pista só foi liberada no final da tarde, depois que Dr.Auricélio conversou com os manifestantes e pediu a liberação da via. De acordo com representantes do governo federal, as obras da transposição em Cabrobó estão 58% concluídas.

 

1 COMENTÁRIO

  1. Transposição do São Francisco… uma obra idealizada no Imperialismo… iniciada na década de 60 e em 2014 temos 58% da obra concluída e um rio deteriorado. Reflitam: Uma pessoa anêmica pode doar sangue?

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