Projeto ambientalista pretende dar novos rumos para matadouro de Petrolina

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fátimaUma iniciativa de cunho ambientalista, apresentada junto aos Ministérios da Agricultura e da Saúde pela Horizonte Projetos (empresa sediada no Recife), em março do ano passado, pode ser a saída viável e econômica para um novo matadouro público de Petrolina. O projeto – que envolve outros dois parceiros, a Seko Agripower e a Cogemat Tecnologie – consiste na utilização do chorume (líquido resultante do lixo úmido) em biogás, que por sua vez seria utilizado como fonte de energia elétrica.

Fátima Codina, sócia da Horizonte na empreitada, esteve ontem (13) na Casa Plínio Amorim para dar detalhes sobre o projeto. O convite partiu do vereador Geraldo da Acerola, que disse ter tomado conhecimento desse trabalho através do deputado federal Fernando Ferro.

A iniciativa, inclusive, não apenas foi respalda pelos dois Ministérios, como também passou pelo crivo da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) e Câmara dos Deputados.

Fátima informou à imprensa que no estado já fechou com quatro consórcios – o que resulta em 24 cidades – e tenta chegar a um acordo também com o prefeito Julio Lossio. “Estamos conversando”, afirmou.

Convênio

Segundo a representante da empresa, os consórcios de prefeituras seriam responsáveis tanto pela separação dos resíduos quanto do aproveitamento do chorume. Em contrapartida os recursos viriam por meio de convênio com os Ministérios da Agricultura e da Saúde. O projeto, que está a cargo do Protocolo de Khioto, inclui ainda uma escola, que funcionaria por dois anos capacitando funcionários. Após esse período o Protocolo devolveria o investimento desse dinheiro para ser aplicado em áreas cruciais como a saúde pública.

Fátima frisou que a tecnologia já existe há 35 anos na Europa, mas no Brasil ainda engatinha. Sem dar maiores detalhes, ela garantiu que o projeto entrará em prática no estado a partir de setembro.

Ela destacou ainda que os marchantes de Petrolina aprovaram a ideia, mas deixou claro que o projeto não é para ser aplicado no atual matadouro, que assim como os demais espalhados pelo país, localiza-se numa área inadequada. “O matadouro que representamos precisa ser construído na zona rural, numa área de oito hectares, onde o sangue dos animais não vá para o rio”, argumentou Fátima. Ela reforçou também que a iniciativa é crucial para a conquista do certificado de qualificação do equipamento. Empolgado, o vereador Geraldo da Acerola não esconde o otimismo no projeto. “Na época da polêmica do matadouro de Petrolina, nós não tínhamos uma alternativa para apresentar. Agora, temos”, completou.

3 COMENTÁRIOS

    • Prezado senhor Emanuel Ernesto, lhe posso assegurar que o projeto do matadouro
      com direções corretas dos resíduos para a produção do Biogás e transformação
      em energia elétrica, energia térmica, fertilizante liquido e fertilizante solido, já foi aceitado pela Prefeitura de Petrolina, em breve teremos um novo abatedouro com
      as normas internacionais.

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