Professores e alunos da Univasf criam ambulatório de planejamento reprodutivo na Policlínica

por Carlos Britto // 30 de outubro de 2023 às 13:29

Foto: Ascom HU-Univasf/divulgação

Um projeto de extensão universitária resultou na criação de um Ambulatório de Planejamento Reprodutivo na Policlínica do Hospital Universitário (HU-Univasf), vinculado à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH). No local as mulheres serão acolhidas, receberão informações sobre métodos contraceptivos e poderão, se quiserem, implantar o DIU de cobre, com monitoramento de três a seis meses após a inserção do dispositivo. Paralelamente, os pesquisadores vão avaliar o grau de satisfação e adaptação a este método.

A professora de Medicina Ana Cleide da Silva Dias, coordenadora do projeto, sinaliza que o ambulatório ficará em um dos consultórios da Policlínica e as mulheres poderão procurar espontaneamente o serviço ou serem encaminhadas pela rede básica e outras instituições. “Por meio de um link para inscrição em um perfil no Instagram para as interessadas preencherem um formulário e estamos articulando reuniões com médicos e enfermeiros da atenção primária para apresentar este projeto e, na medida do possível, eles encaminharem as interessadas ao ambulatório“, disse Ana Cleide, que é doutora em Enfermagem e Saúde Coletiva.

Segundo ela, o serviço será destinado a mulheres na faixa de 18 a 49 anos, em situação de vulnerabilidade sexual, moradoras de rua, presidiárias ou com algum tipo de transtorno mental, entre outras. Após a avaliação com a equipe formada por médico, enfermeiras e bioquímica, as mulheres que receberem o DIU de cobre serão monitoras por alunos de Medicina por um período de até seis meses, medindo o grau de satisfação e adaptação ao método.

Este momento torna-se oportuno para que a equipe possa acolher a mulher, dirimir suas dúvidas e, caso esteja apresentando algum evento adverso que se sinta incomodada, será realizado o encaminhamento para que possa voltar no atendimento por um profissional de saúde do projeto“, explicou a coordenadora. Segundo ela, entre os possíveis eventos adversos estão aumento no fluxo menstrual e cólicas, por exemplo.

A coordenadora explicou que os alunos do projeto vão monitorar as mulheres que estiverem usando o DIU, uma vez que entre os objetivos da pesquisa está avaliar a satisfação e adaptação deste método. Os profissionais de saúde envolvidos também participarão da avaliação. A professora explicou que as mulheres acolhidas serão informadas sobre outros métodos, mas o foco será o DIU de cobre, que é ofertado de forma gratuita pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e tem um índice superior a 98% de proteção, além de ter um tempo de uso longo.

Funcionamento

O ambulatório deverá funcionar às terças-feiras. A intenção é de inserir cinco dispositivos por dia, sempre de acordo com o interesse da mulher. “Já fizemos uma experiência com mulheres no presídio de Petrolina, onde ministramos uma palestra e, para nossa surpresa, seis mulheres se mostraram interessadas pela inserção do DIU“, disse. O perfil sobre o projeto está no Instagram: @projetodiu.univasf. O link para inscrição no projeto pode ser acessado aqui.

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  1. A situação não é fácil, porém não acho que devemos condenar o rapaz com tanta violência. Quem nunca errou que…