Professores de Moçambique passam por capacitação no Campus Petrolina Zona Rural do IF Sertão-PE

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(Foto: Ascom IF Sertão-PE/Divulgação)

Professores de Moçambique estão no IF Sertão-PE/Petrolina Campus Zona Rural até este final de semana, participando de um programa de formação em Ciências Agrárias. O intercâmbio é resultado do convênio firmado entre o governo moçambicano e o Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica (Conif), voltado à reforma da educação profissional no país africano.

Justino Estevão, Abdul Ibraimo, Naife Elias e Zito Aidene são dos institutos Gurúe, Inhamussúa e Lichinga, respectivamente, onde atuam na área de Ciências Agrárias. O programa de formação oferecido no IF Sertão-PE inclui aulas e visitas técnicas, abordando como conteúdos principais mecanização agrícola e extensão rural.

Na última semana, os professores conheceram ações extensionistas, como a desenvolvida pelo estudante de Agronomia do IF Sertão-PE, Adriano José da Silva, no Assentamento Terra da Liberdade, em Petrolina. A partir dos conhecimentos adquiridos durante o curso, Adriano implantou uma horta comunitária na comunidade, conquistando, inclusive, certificação de produção orgânica.

Outra ação conhecida é realizada no município de Casa Nova (norte da Bahia), pelo também aluno Luiz Nunes. Através do Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Socioambientais, Luiz presta assistência técnica e oferta cursos de formação a seis comunidades, envolvendo temas como produção de hortas e alimentação animal.

Cultura local

Além do conhecimento técnico, os professores têm a oportunidade de conhecer sobre a cultura local e também demonstrar suas experiências. Para Naife, esse elo criado entre os dois países tem como objetivo principal a troca de experiência. “Tivemos uma independência há pouco tempo, em 1935. Estamos em uma fase de crescimento ainda. Essa busca de conhecimento é importante para que a gente possa ganhar uma velocidade de desenvolvimento, queira a nível tecnológico ou mesmo em nível de ensino. E a nossa expectativa é essa, buscar um pouco da tecnologia que é usada no Brasil para usar em nossa nação. A gente também dá um pouco do que é nosso e ganha um pouco do que é vosso“, afirmou.

Os moçambicanos, que já vêm de passagens por instituições no Ceará e Maranhão, seguem na sexta-feira (14) para Brasília, onde participam da conclusão do curso de formação com cerimônia de diplomação. O programa tem ainda o apoio da Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (Setec) do Ministério da Educação (MEC) e da Agência Brasileira de Cooperação (ABC) do Ministério de Relações Exteriores (MRE).

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